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Conversa de Pescador
Canto Piracicabano
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Estefânia, da “Benjamin”

Das puta tuda que conheci, Estefânia foi a mais bunita que vi. Pode sê zagero meu, pode sê. Mai amor é de ansim: a gente inxerga cos zóio do coração. Zóio da cara vê cum defeito. […]

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Casório na igreja verde.

Era naquela tarde em que o sor parece que vai mai num vai. Era como expricava Tangará, o véio, rei dos pescador: “Vivê aqui na bera do rio é tão bunito que até o sor […]

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Solidão caipira

Longe de Piracicaba, sô só. Só. Tô. Tô só, sô só só sô. Só tô só, tô só só, só sô só. Só, só, sô. Tô.

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Fror pra Rosa de Jesuis.

Quem tivê zóio de vê, zóio de inxergá, há de vê e de inxergá as fror nas água do rio, fror de tuda cor, que bóia e se agarra nas pedra do Sarto. Sem zóio […]

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As dua Rosa e Rosinha

Num tive curpa, nasci pra ficá escrevinhadô. Rabiscadô de coisarada da memória, da hestória. Mai, por tudo o que se escrevinha – tenha ô num tenha adereço – sempre se paga um preço, sina minha. […]

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Canto Piracicabano: Saudade de pescador

Naquele dia que nói briguemo, mor, o Divino Ispirito Santo sabia que eu num tinha ponhado na cabeça mar argum fazê pra mecê. Sant´Antonho Casamentero, que é meu padroero também, é testemunha como ninguém: eu […]

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