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Sesc Jazz & Blues em Piracicaba segue até dia 12

Oito unidades do Sesc no Estado de São Paulo receberão 21 atrações – nove nacionais e 12 internacionais (EUA, Gana, Israel, África do Sul, Argentina e Uruguai), em uma programação que contempla a diversidade de estilos e misturas desses ritmos-irmãos, que têm na liberdade do improviso a sua essência.

 Para o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, “a realização  da sexta edição do Festival, em várias unidades do Estado, reafirma o papel da Instituição como local de encontros, efervescência e provocação cultural constantes, além de proporcionar ao público o contato com a diversidade da música desses gêneros produzida no Brasil e no mundo, o que estimula novas práticas e novos hábitos de apreciação musical.”

 Em Piracicaba os shows acontecem nos dias 10, 11 e 12 de agosto, com programação que contempla artistas do Israel, Estados Unidos e também brasileiros como Hermeto Pascoal, que lança seu novo e duplo álbum No Mundo dos Sons, pelo Selo Sesc. As apresentações acontecem sempre a partir das 20h, no Ginásio, sendo dois shows por noite. Os ingressos custam entre R$ 15 e R$ 50 e podem ser adquiridos no portal Sesc SP e também nas bilheterias das unidades. 

·         QUINTA – 10 DE AGOSTO

 Itamar Borochov – trompetista israelense

A espontaneidade do jazz mistura-se às melodias e harmonias do Oriente na envolvente sonoridade do trompetista israelense aclamado por sua habilidade em mesclar bebop e hard bop a ritmos pan-africanos. Filho do compositor Yisrael Borochov, pioneiro no cenário de música étnica. Sob a influência desse ambiente multicultural, Borochov começou a tocar violino aos três anos, passou pelo piano e a guitarra, até ser fisgado pelo som do trompetista Miles Davis. Radicado em Nova York há dez anos, Borochov se apresentou com artistas como o trombonista Curtis Fuller e o saxofonista Arnie Lawrence, além de trabalhar com o conceituado grupo Yemen Blues, antes de lançar Outset – álbum que entrou na lista dos melhores de 2014. Neste show, o músico apresenta Boomerang (2016), disco com jazz revigorante ao aprofundar a busca por suas raízes.

 Ficha Técnica: Itamar Borochov – trompete; Rob Clearfield – piano; Avri Borochov – baixo; e Jay Sawyer – bateria.

Hermeto Pascoal & Grupo – 10 DE AGOSTO

O compositor, arranjador e multi-instrumentista Hermeto Pascoal, tido como um dos grandes gênios da música brasileira, lança o álbum duplo No Mundo dos Sons (Selo Sesc) depois de um hiato de 15 anos sem gravar com o grupo. Aos 81 anos de idade e vivendo um momento auge de criação, ele selecionou 18 composições próprias nunca antes gravadas, com arranjos que também levam sua assinatura e foram elaborados especialmente para o disco. Nelas, o músico alagoano lembra os amigos Carlos Malta, Edu Lobo, Tom Jobim, Astor Piazzolla e Thad Jones, para citar alguns exemplos.

SEXTA – 11 DE AGOSTO

Trio Corrente

Fabio Torres, Paulo Paulelli e Edu Ribeiro formam o Trio Corrente, vencedor do Grammy de melhor álbum de jazz latino em 2014 e também do Grammy Latino pelo álbum Song for Maura, disco gravado com o saxofonista cubano Paquito d’Rivera. Desde o lançamento de Corrente (2005), os três exercitam a habilidade de criar improvisações jazzísticas ancoradas em choro, samba e bossa nova, numa bem dosada união de composições próprias e versões. Essa é a fórmula de Song for Maura, em que Chorinho pra Você, de Severino Araújo, e Céu e Mar, de Johnny Alf, aparecem ao lado de Paquito, homenagem ao parceiro Paquito D’Rivera, e Saidera, ambas de Fábio Torres. Esse mix estimulou uma conversa com o público que os acompanha, tanto para vibrar com a lembrança de clássicos, quanto para desvendar as experiências sonoras do trio. A receita se repete em Vol. 3 (2016), que traz canções de Djavan, Chico Buarque e Pixinguinha, junto à lírica Nívea, na qual Edu Ribeiro celebra sua mãe, e Samba do Ribeiro, samba em que Torres desafia o parceiro de grupo.

Ficha técnica: Fábio Torres (piano); Paulo Paulelli (baixo); e Edu Ribeiro (bateria).

Kirk Fletcher – 11 DE AGOSTO

O músico começou a tocar aos 8 anos na igreja de seu pai, ao lado do irmão mais velho Walter que, além de música gospel, introduziu o caçula à psicodelia de Jimi Hendrix. Iniciava-se uma trajetória de pesquisas sonoras que chegou ao auge quando Fletcher conheceu Al Blake, líder da banda Hollywood Fats, mentor que o apresentou tanto às raízes do blues, quanto o ajudou a se inserir no cenário, ao levá-lo para conhecer o cantor Kim Wilson, da banda The Fabulous Thunderbird. Com Wilson, o guitarrista fez suas primeiras turnês internacionais, dando início a uma lista de colaborações que inclui Pinetop Perkins, James Cotton, Hubert Sumlin e Charlie Musselwhite, entre muitos outros. Essas parcerias foram essenciais para que Fletcher consolidasse seu nome na cena de blues e lançasse seu primeiro álbum solo, I’m Here and I’m Gone (1999). Desde então, foram mais três produções e experimentações infinitas, em covers e músicas autorais, agora também cantando, formato que ele estreou no disco My Turn (2010).

 Ficha técnica: Kirk Fletcher – guitarra e voz; Adriano Grineberg – teclados; Renato Limão – baixo; e Victor Busquets – bateria.

SÁBADO – 12 DE AGOSTO

Nikki Hill 

De uma infância cantando no coral da igreja e dançando ao som de R&B, Nikki se juntou à cena punk e hardcore, como uma maneira de construir sua própria identidade musical. Entretanto, a cantora só abraçou a vocação após o marido, guitarrista de blues Matt Hill, insistir para que ela cantasse. Daí iniciou sua carreira como intérprete de rock e blues com influências que vão de Little Richards e Chuck Berry a Otis Redding, Johnny Thunders e Amy Winehouse. Com dois discos, Here’s Nikki Hill (2013) e Heavy Hearts Hard Fists (2015), as produções a levaram a ser chamada de “a rainha do rock”.

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