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Detalhes ocultos de cemitério são tema de nova mostra na Câmara

cuencaQual beleza habita um cemitério? Até o próximo dia 1º, véspera do feriado de Finados, um conjunto de 29 imagens em preto-e-branco, dispostas no hall do prédio anexo da Câmara, tenta revelar detalhes despercebidos do Cemitério da Saudade, o maior da cidade. Os cliques do fotógrafo e designer Marcelo Henrique Cuenca, 24, compõem a exposição “Olho Vivo”, sob a curadoria de Gabriela Viccino.

“Minha intenção foi justamente expor a beleza, muitas vezes incompreendida, do Cemitério da Saudade, além de exaltar o local como um patrimônio cultural da cidade. Trata-se de um cenário repleto de arte, seja nas esculturas, na arquitetura, na natureza ou até mesmo nas relações interpessoais que lá acontecem”, sintetiza Cuenca.

Natural de Limeira (SP), o universitário, que cursa Publicidade e Propaganda em Piracicaba, conta que a ideia de produzir a sequência de fotos surgiu a partir de um trabalho da faculdade. Um dado que chama a atenção é que, das 29 imagens expostas, há pessoa apenas em uma ––as demais trazem flagras de gatos entre jazigos e detalhes de esculturas.

“Fiz as fotos dois dias antes do feriado de Finados do ano passado e o cemitério já tinha alguma movimentação de pessoas. Mas, por conta da limitação de alcance da lente que estava usando, eu precisava me aproximar para fotografar e achei que poderia ser desrespeitoso para quem foi ao local à procura de um momento íntimo com os entes queridos”, explica.

“Decidi, então, que fotografaria apenas as esculturas e a arquitetura do local. Porém, quando vi uma senhora, próxima a mim, que estava aparentemente rezando apoiada em um jazigo, não resisti e fiz o clique. Fui bastante discreto, pois não queria atrapalhar o momento dela ou ofendê-la de alguma maneira”, completa.

Cuenca espera que a exposição, com entrada gratuita, faça o público “ver o Cemitério da Saudade como o que ele realmente é: um patrimônio cultural piracicabano, rico em história, cultura e beleza”. Para o artista, “escancar” belezas geralmente ignoradas pelas pessoas pela falta de tempo ou de atenção, é uma das funções “mais gostosas” da fotografia.

“Geralmente visitamos cemitérios apenas para termos um momento com algum ente querido e, dentre todas as possíveis definições de ‘saudade’, a da perda é a mais dolorosa. Isso acaba criando uma energia que faz do cemitério um local de melancolia, o que muitas vezes ofusca sua beleza, que não é pouca”, pondera Cuenca.

SERVIÇO – Exposição “Olho Vivo”, com 29 fotos produzidas por Marcelo Henrique Cuenca, sob a curadoria de Gabriela Viccino. Até 1º de novembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no hall do prédio anexo da Câmara, com entrada pela rua do Rosário, 833, no Centro. Entrada gratuita.

Informações sobre o evento

Datas e horários

05/10/2017–01/11/2017 08:00–17:00

Local

Câmara Municipal de Piracicaba

Rua do Rosário , 833

CEP 13400-183

Piracicaba, SP

Ingressos

  • Grátis
Aviso: as informações do evento são de responsabilidade do organizador e podem sofrer alterações sem aviso prévio. Confirme antes de sair de casa.

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