2016: sim, nós podemos

Parece não mais haver dúvidas de que o presidente Lula é um predestinado. Se as estrelas realmente dizem alguma coisa, esse homem é guiado por elas. E, com certeza, pelo fato de agir a partir do coração, o que desconserta racionalistas. A razão do coração de Lula tem mais razões do que a razão desconhece. Quando ninguém parece acreditar, ele acredita. Quando quase todos acreditam, ele duvida. E tem dado certo. As estrelas devem dizer que Lula e o Brasil teriam um encontro para o surgimento de novos tempos.

A vitória brasileira para sediar as Olimpíadas de 2016 é acontecimento não apenas histórico, mas de relevância total para a caminhada do Brasil na afirmação do desenvolvimento, na superação de males seculares que nos retardam. Não faltarão, é óbvio, os que continuarão insistindo em negar a Lula até o respeito que ele merece como presidente, mas começam, os aficcionados pelo caos, a ser massacrados pelo élan vital que percorre a alma brasileira nessa redescoberta do orgulho perdido, no reencontro de nosso grande destino.

As Olimpíadas não significam tão somente uma honraria que apenas os antigos senhores do mundo tiveram. Também é isso. Mas é mais. 2016, no desafio de realizar a maior festa esportiva do mundo, tem como que o poder mágico de unir a nação em torno de um sentimento comum, de um orgulho coletivo, de uma necessidade nacional de mostrar o que Lula – inteligente e lucidamente repetindo Obama – afirmou: “Sim, nós podemos.” E o Brasil pode, sempre pôde. Infelicitações, de ordem política e ideológica, têm barrado a nossa caminhada. Mas ninguém conseguiu segurar o povo brasileiro quando unido em torno de um ideal, de um sonho, de uma esperança. E os esportes têm sido esse admirável elo de união, a comunhão de almas.

É impossível, ainda, avaliar os benefícios que a realização das Olimpíadas trará ao país e ao povo, desde que falcatruas também históricas não atirem pedras no meio do caminho. Esse sentimento que renasce – de orgulho e de vitalidade – parece repetir a união nacional quando Juscelino Kubitschek decidiu construir Brasília, apesar das cassandras, de uma oposição mesquinha e medíocre, semelhante a essa que tem feito, do Congresso Nacional, mais um teatro de farsas do que um fórum de debates. Com Brasília – os que estão vivos ainda se lembram – houve um frisson nacional, como se o gigante adormecido tivesse espreguiçado, sacudindo-se. Historiadores diziam que, quando o Brasil despertar, irá estremecer o mundo. Começa a acontecer.

2016 é uma nova baliza. E o Brasil se coloca como alvo dos principais acontecimentos esportivos do mundo: 2014, Copa Mundial de Futebol; 2016, Olimpíadas. Quem se lembra da última vez em que o povo brasileiro, em emoção geral, chorou coletivamente com e de tanta alegria e orgulho? O Presidente Lula é, certamente, o presidente que mais sentiu e sente a alma brasileira. Como disse Obama, ele é mesmo o cara. E nós, brasileiros, podemos, sim. Bom dia.

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