A covardia de um pró reitor metodista

picture (14)A nova cúpula da Igreja Metodista – talvez por se acreditar ungida pelo Espírito Santo – caminha para o suicídio não de si mesma, mas das instituições que ela representa. É como se fosse – permitida a comparação metafórica, guardadas as proporções – um agrupamento de inspiração apocalíptica como a seita do alucinado pastor Jim Jones, que promoveu o suicídio, na Guiana, de 900 fiéis. A pergunta, pois, que se faz: é um movimento suicida, apocalíptico, o que a Igreja Metodista está promovendo a partir da Unimep e do Iep?

Pois não é compreensível que uma instituição secular, séria e historicamente respeitável ainda mantenha em seus quadros – e como porta-vozes e líderes – figuras como Davi Barros e Sérgio Tavares, especialmente quando este último se desnuda cada vez mais escandalosamente, revelando o que – com todas as letras – se pode chamar de falta de caráter. Ou não é falta de caráter, covardia, falsidade, hipocrisia e mentiras o que Sérgio Tavares faz quando, em defesa de seu amo e senhor Davi Barros, lança toda a responsabilidade pela desconstrução da Unimep a administrações anteriores?

Como é possível tal descaramento, como a Igreja Metodista suporta, avaliza e se fia num homem com tal pequenez ética, capaz de, para sobreviver e para manter um projeto suicida, mentir, mistificar e falsear com tanta leviandade irresponsável, em nome da Igreja? Ora, Sérgio Tavares – que passa a merecer o desprezo de quantos, um dia, chegaram até mesmo a admirá-lo – foi o homem que, por 20 anos, respondeu por toda a área financeira da Unimep, sendo o profissional de confiança de Almir Maia, de Gustavo Alvim, tornando-se um reles traidor, merecendo ser chamado, por um professor e de público, de menino de recados, fingido e sem dignidade.”

Que homem é esse, de que estofo moral é feito alguém que, sendo o zelador do cofre, trai antigos companheiros, passando a incensar novos amos a partir de mentiras, farsas e indignidades?

Quando Sérgio Tavares, com vileza espantosa, responsabiliza administrações anteriores pelo caos em que se encontra a Universidade, ele nada mais faz do que revelar fraqueza de caráter e uma perigosíssima opção feita pela Igreja Metodista, opção pela farsa, opção por métodos e meios vis. Sérgio Tavares já confessou suas falcatruas à própria Justiça do Trabalho, Sérgio Tavares age como Judas que renega a sua própria história e, com certeza, está apenas à espera de uma corda para, num momento dessa sua trágica caminhada, enforcar-se de vez, pois moralmente já se suicidou.

A covardia de Sérgio Tavares é espelho da covardia ou da cumplicidade dessa infeliz nova cúpula da Igreja Metodista? A instituição perde o respeito quando mantém, em comando de instituições, pessoas que não se respeitam. E quem pensar seja, este, um artigo severo, engana-se. É um artigo leve diante do poço de imoralidades no qual pretendem afundar a Unimep, com a complacência pelo visto apocalíptica dessa seita suicida que chegou ao topo da Igreja Metodista.

Sérgio Tavares é símbolo dessa fraqueza moral. Se a Igreja Metodista o prestigia é porque se merecem. São tempos escatológicos desse metodismo de mercado, bastando escolher a que escatologia nos referimos, se a que se refere à raiz grega “skatos” ou à raiz “éschatos”, talvez a ambas, por que não? E bom dia.

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