Nobreza não se compra no mercado

picture (22)O documento que a Adunimep acaba de tornar público – manifestando o sentimento e a consciência da grande maioria dos docentes – é mais um a enriquecer a heróica luta que, agora, pode se resumir em uma só bandeira: luta pela dignidade. Dignidade da Unimep, dignidade da academia, dignidade dos professores, dignidade dos alunos, dignidade de Piracicaba como berço dessa história e, também, dignidade de uma Igreja Metodista verdadeira que, por se tornar minoritária no comando das decisões, tem sido ultrajada.

Amanhã, quando se estudar a história destes tempos truculentos – de grosserias sem conto, de atropelamentos, de mentiras e de farsas cometidas até em nome de Deus – esse documento da Adunimep haverá de ser apreciado como uma peça-síntese dessa heróica luta por uma causa nobre, que nobreza é o principal predicado de qualquer predicado que se preze.

Ainda hoje, a cidade Bolonha adota um lema que remete a essa nobreza a que nos referimos, à nobreza que vem da educação. Dizem os bolonheses, resguardando e honrando o lema de sua universidade, a mais antiga do mundo: “Bononia docet”, Bolonha ensina.

Com esse documento primoroso – que deveria servir de estímulo também aos batalhadores da Igreja Metodista que atuam angustiamente nos bastidores – os professores da Adunimep deixam-nos essa inspiração, essa motivação: “Unimep docet”, Unimep ensina e, portanto, temos que lutar por ela como guardiã desses valores que, em Piracicaba, se vão rareando nas lideranças políticas.

Esse documento fala por si mesmo e não precisa de comentários. Talvez, apenas um última observação, como lição também a ser aprendida: nobreza não se compra no mercado. Portanto, Davi Barros e seus seguidores estão em lugar absolutamente equivocado. E, também, os fanáticos religiosos. “Unimep docet”, eis um revitalizante tônico da alma. Bom dia.

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