A 300.000ª visitação e o sonho: Enciclopédia Piracicabana.

Quando recebemos a 300.000ª visitação – ou seja: 300 mil vezes A PROVÍNC IA foi visitada – devo confessar a minha emoção, forte emoção, a de veterano jornalista consciente de estar tentando realizar seu mais longo e último trabalho por Piracicaba. A 300.000ª visita aconteceu na última quarta-feira, 18 de abril, às 11h40. E, hoje, neste horário (11h40 de 20 de abril) recebemos mais 8.449 visitas até agora.

Alguns tolos, tentam criar obstáculos para a existência de A PROVÍNCIA, certamente assustados com a consolidação desse trabalho, preocupados não com o que fazemos, mas com o que eles próprios fazem, escondidos em sombras não muito honradas, acumpliciados com alguns que não têm senso ou consciência histórica. E que, muito menos, têm amor e respeito por esta terra privilegiada, por essa Piracicaba que é, para quem a ama, o umbigo do mundo. Ora, é o que tentamos, exaustivamente, repetir e no que insistimos: “Para ser universal, é preciso conhecer a sua aldeia.” E amá-la.

Esse amor por Piracicaba – não tenho mais nenhum escrúpulo ou pejo em proclamá -lo – é um sentido de vida, pois Piracicaba é um nicho de grandezas morais, históricas, empresariais, de pioneirismos inigualáveis. O que será de toda essa história, se não for anunciada, proclamada, registrada, transmitida às outras gerações? Volto a insistir na traditio, a tradição, cujo significado é de nobreza ainda não compreendida por muitos, especialmente pelos tolos: tradição é transmissão, entrega, doação. Da mesma forma como uma família se sucede em gerações que a renovam mas sem perder princípios, uma cidade tem que viver esse continuum, essa renovação dinâmica que só pode acontecer se lhe forem preservadas raízes e princípios. Há uma raiz piracicabana, caipiracicabana, de nossos ancestrais. E ser piracicabano não é apenas pertencer a um lugar, a uma geografia, mas ser parte de uma história. Portanto, um estado de espírito e de consciência.

A emoção ao recebermos a 300.000ª visitação pode até ter aumentado a dimensão dos delírios por Piracicaba, mas não importa sejam delírios, sejam sonhos, pois passou a ser um último e forte sopro de vida: criar uma Enciclopédia Piracicabana. Reunir tudo o que for possível – em memória, em história, em documentos, em fotos, em ilustrações, em depoimentos – para, perenemente, estar disponível a todas as gerações nesse milagre da internet.

Transformar A PROVÍNCIA em uma Enciclopédia Piracicabana é, por mais delirante pareça, um sonho. E essa 300.000ª visitação nos alimenta uma convicção: com a alma piracicabana unida, esse sonho vai-se tornando realidade. Arduamente, cansativamente, mas caminha. Sonhar é preciso; ser esperto não é preciso.

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