“Escola de Davi” e banheiro público.

A séria e tradicional Igreja Metodista irá, como nós todos, sentir na carne a desmoralização galopante a que Davi Barros e seus seguidores estão levando a gloriosa Unimep. De uma leitora, recebemos o comentário que, como epígrafe, dá margem a esta opinião. Ei-lo:

“…a escola Davi, antiga e respeitável UNIMEP, agora faz propaganda do seu vestibular espalhando cartazes nos banheiros dos bares da cidade. Dessa forma, enquanto os homens estão fazendo um pipinzo podem olhar para o cartaz e pensar em qual curso da escola do Davi devem inscrever-se para o vestibular. Agora só falta colocar a foto do reitor e de sua equipe no papel higiênico.”

A esse ponto chegou a invasão vandálica de Davi Barros à universidade que, o amor e o respeito de Piracicaba, se tornou, em todos os sentidos, uma construção moral, espiritual e materialmente respeitável. Se universidades são templos do saber e do conhecimento, a Unimep era – e poderá voltar a ser, se a Igreja Metodista retornar às lideranças que sempre a honraram e dignificaram – ainda mais para Piracicaba: um tabernáculo, um santuário, uma sé patriarcal, pois se tornara a realização de um sonho centenário. Davi Barros nunca entendeu isso, desde os seus tempos de simples auxiliar de reitores. Para ele, o templo era um mercado e, hoje, pelo protesto da leitora que nos escreveu, se vê o que ele entende por “nova universidade”: algo que se anuncia e que se negocia até em banheiros públicos.

Piracicaba é grande demais para um Davi Barros, com seu bando de mercadores, atentar tão impunemente contra patrimônios verdadeiramente sagrados. Se a ESALQ é o sagrado universal, templo do saber ao qual se rende o mundo todo, a UNIMEP é o sagrado regional, a universidade especialíssima de uma região que ousou construir como que o seu Olimpo singular. E construímos. Não apenas a Igreja Metodista que, na verdade histórica, veio depois, como que imantada por lideranças que a convenceram. Davi Barros não pode entender de “sancta sanctorum”, pois isso não existe em negociações de mercado, no profano de espertezas e de artimanhas.

Quando alguém se atreve a divulgar exames vestibulares em mictórios e sanitários públicos – mesmo que não permitidos pela reitoria ou direção geral – é porque se sente autorizado a divulgar a mediocridade em lugares banais. A Unimep – a ala mais séria e responsável da Igreja Metodista sabe disso – é, metaforicamente, um Olimpo, um Parnaso, um sacrário. Se com Davi Barros, ela está vivendo o seu Calvário, esse é sinal e testemunho de ressurreição.

É hora, porém, de radicalizar na oposição a essa mediocridade. Pois, depois do banheiro, o que virá, senão apagar a luz? Ou é exatamente isso que Davi Barros pretende?

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