Instituindo um regime totalitário.

O século XX assistiu à ascensão e declínio de diversos regimes totalitários na Europa, conduzidos por ditadores como Benito Mussolini (Fascismo na Itália), Salazar (Salazarismo em Portugal), General Franco (Franquismo na Espanha) e Adolf Hitler (Nazismo na Alemanha).

Para surpresa e espanto de toda comunidade Unimepiana, em pleno século XXI, patrocinada por Davi Barros, impõe-se às relações inerentes à gestão acadêmica e a academia (estudantes, funcionários e professores), a tentativa de instalação de um regime totalitário cujo nome ainda está por se descobrir.

O mundo já experimentou e condenou os regimes totalitários como instrumento regulador das relações na sociedade.

A grande pergunta que se faz neste momento é, por que Davi Barros e o grupo que representa entendem que a solução para o “problema” da UNIMEP, problema este que tão poucos conhecem, exceto sua vertente financeira, passa pela ruptura das relações institucionais e humanas? Que fúria lhes atribui forças para sequer respeitar a Lei e a Ordem de nosso país?

A UNIMEP, ao longo dos vinte últimos anos, construiu seu Estatuto e seu Regimento Geral, aprovados pelo Conselho Diretor do IEP e devidamente registrados junto ao Ministério da Educação e Cultura, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases para Educação. Estes documentos estabelecem como cada processo e relações institucionais devem ocorrer. Neste contexto, a cada quatro anos um processo sucessório para indicação das lideranças acadêmicas se desenvolve, dentro do estabelecido pelos estatutos.

Davi Barros e o Conselho Diretor do IEP promovem, em outubro de 2006, uma intervenção branca, impedindo os então dirigentes de cumprirem seus mandatos, legitimamente outorgado pelo próprio poder interventor.

Entendendo insuficiente tal violência, através da portaria 155/06, Davi Barros instala o processo sucessório para a indicação das lideranças acadêmicas para o período 2007-2010 e ao concluí-lo, demite, sem justa causa, parte dos indicados para ocupar tais cargos de liderança acadêmica.

Revoltado com o pronunciamento da Justiça do Trabalho, confirmado pelo Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, conforme declarações prestadas à imprensa, Davi Barros, obrigado a reintegrar àqueles que irregularmente demitiu, resolve, às 17h57 da sexta-feira (29/12), através da portaria do Gabinete do Reitor de número 191/06, alterar o Estatuto da UNIMEP. Para que se possa entender o grau de truculência e violência dessa medida, poder-se-ia imaginar que o Presidente da República pudesse, por Medida Provisória, alterar a Constituição Federal! A história do Brasil conhece incidente análogo ao viver os Atos Institucionais do Governo Militar.

Dentro de um conjunto de portarias tão irregulares quanto à referenciada anteriormente nomeia Coordenadores e Diretores, alguns derrotados e outros que sequer participaram do processo sucessório que se desenvolveu, sem que possam exercer um mandato, uma vez que dentre as alterações do Estatuto conduzidas de maneira totalitária e ditatorial, transformou os cargos de gestão acadêmica em atividades da confiança do Reitor.

É importante lembrar que Davi Barros ofereceu ao Conselho Universitário uma proposta de alteração do Estatuto da UNIMEP que estava em análise pelo Colegiado, com vistas concedidas por ele próprio aos Estudantes e cuja análise final foi inviabilizada pelo cancelamento da reunião do CONSUN por ele decretada!

Não se pode mais aceitar que, em pleno século XXI, tais estratégias sejam utilizadas.

É possível desrespeitar a Lei e a Ordem, ou está o Sr. Davi Barros acima delas?

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