Perguntar não ofende.

Parece que, na imprensa – especialmente na chamada “grande”, cujo tamanho pode ser maior do que a qualidade – as coisas estão definidas: grande parte a favor do PSDB, outra parte a favor do PT. É como a questão do Banco Central: saiu Armínio Fraga, que veio dos States, entrou o Meirelles, que também veio dos States.

Não se fala de outra coisa na imprensa: o PT quis comprar o dossiê; o Abel Pereira quis comprar o dossiê; o PSDB não quer sabe de dossiê. E a imprensa aliada ao PSDB só pergunta de onde veio o dinheiro para a compra do tal dossiê. E para não se vender o dossiê, de quem viriam os esforços.

Bolas. A questão parece ser outra. E mais simples: afinal de contas, que raios têm dentro desse dossiê? O que ele revela, revelaria, poderá revelar? Isso parece até segredo de justiça: os podres ficam à espera de julgamento, mas ninguém pode saber. Nem mesmo o povo, quando é o principal interessado. E quase sempre é, quando e se o segredo de justiça protege políticos.

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