Proposta indecente.

Sabe-se que, quando as esmola é muita, o santo desconfia. Em sentido contrário, há, também, que se refletir: quando as tolices são muitas e repetidas, o santo também desconfia. Pois seriam mesmo apenas tolices ou há algo por trás delas? Pois chega a parecer absolutamente proposital o somatório de erros, de provocações, de irregularidades, de desafios à justiça e de agressões à ética e à moral o que a atual intervenção da Unimep – e Davi Barros, a cada dia que passa, mais age como interventor, sargentão, aquilo que o piracicabano chama de “cavalo das arma” – tem feito de forma a parecer desastrada e desastrosamente proposital, como se o objetivo fosse o da “terra-arrasada”, o da destruição de um patrimônio sabe-se lá para quais finalidades. Sabe-se lá, ainda que já se desconfie…

Quando Davi Barros propõe, como condição para entendimento, que os órgãos representativos de professores da instituição renunciem a seus direitos, ou ele está brincando, ou provocando para criar mais e maiores confusões ou, então, é um propósito com objetivo definido: quanto pior, melhor. Davi Barros solapa princípios éticos e jurídicos já estabelecidos, protegidos por lei e por convenções, fazendo-o de tal forma acintosamente que é impossível acreditar apenas em despreparo para o cargo, em despreparo para a vida comunitária – permitindo acreditar-se em projeto definido passo a passo. Repetindo: quanto pior, melhor. Para quem?

Aí é que, parece-nos, a questão se complica: Davi Barros está fazendo todas essas agressões em nome de quem, para quem, com delegação de quem? Pois ele, onde for e onde estiver em sua condição de reitor e de diretor geral, estará falando em nome do IEP, um instituto – insista-se – educacional, cuja mantenedora é a secular Igreja Metodista. Não é possível acreditar – e ninguém de bom senso sequer suspeitaria – que a Igreja Metodista, com sua seriedade e propósitos elevados e honestos, possa patrocinar um jogo de dissimulações, de agressões a normas morais e ao direito, como esse que está sendo desenvolvido por Davi Barros. Piracicaba precisa acreditar que é iniciativa de Davi Barros, sem a proteção da Igreja Metodista, ainda que esta tenha acabado de instalar a sua Catedral em Piracicaba (V.À sombra da Catedral Metodista, clique aqui.)

A proposta que Davi Barros teve a ousadia, a desfaçatez de fazer ao Ministério Público – exigindo, como premissa para a negociação, que Sinpro e Adunimep renunciem a seus direitos de representação – não é apenas acintosa. Trata-se de uma proposta indecente que, estivéssemos numa situação de definições claras de moralidade e de confessionalidade, jamais seria feita por alguém que se diga representante de qualquer igreja. A menos que a ideia de igreja e de projetos confessionais, inclusive educacionais, tenha inspiração em seitas tais como a Universal ou a Renascer, lembrando que os espertos bispos desta última estão presos nos Estados Unidos.

Davi Barros nunca ultrapassa os limites. Pois ele não tem limites para seus artifícios e o seu já desmoralizado saco de crueldades. Ele fala e age em nome do IEP, patrimônio dessa fonte moral e cultural que é a Igreja Metodista. Será que Davi Barros entendeu o lema do IEP, da Igreja, da Universidade, o “Ide e Ensinai”? Ou, por dizer-se em outros tempos, ele prega o “Ide e Ensinai a ser esperto, a chantagear, a mistificar, a descumprir, a desrespeitar”? Para ir e ensinar isso, há escolas de marginalidade mais especializadas. Foi indecente, outra vez, o que Davi Barros fez. Em nome de quem, de quê?

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