Toda soberba será castigada.

Não é verdade que apenas as pessoas são capazes de suicídio. Instituições, também. E, nesse caso, o suicídio é lento, como que programado, algo ainda mais difícil de se explicar ou de se entender, a não ser a partir das causas movidas por fanatismos e cegueiras coletivas. A Igreja Metodista está deixando-se ferir de morte, um suicídio lento em relação a alguns, assassínio em relação a outros. Aos fanáticos, a morte surge como missão; aos homens equilibrados, essa morte programada surge como castigo. Na verdade, os bons são mortos, quase sempre, pela culpa da omissão, quando não da conveniência. E os tolos, por extremismos desvairados.

A Unimep tem, na realidade, 43 anos, desde quando se abriram os primeiros cursos em Piracicaba, pela iniciativa do Rev. Chrysantho César. Nasceu, viveu e sobreviveu de e entre crises. E pôde sobreviver porque, como por inspiração superior, sempre houve homens providenciais que, a partir da Igreja Metodista, tiveram sabedoria para compor e recompor, para podar e para adubar. No entanto, nunca – com a rara exceção do que ocorreu em 1985 – houve tal rejeição e aversão a um reitor como está ocorrendo, desde o início, com Davi Ferreira Barros. E são aversão e rejeição que nada têm de gratuitas, mas já agravadas desde as suas passagens pela instituição em Piracicaba. Davi Barros nunca somou e nunca foi confiável a quem serviu. Seu apetite de poder é tamanho que se torna cego aos limites até mesmo da simples cordialidade.

Um mínimo de humildade levaria um homem de tal forma rejeitado e repudiado a renunciar a um cargo que exige liderança legítima, respeitabilidade diante dos liderados, confiança da comunidade da qual participa. Mesmo repudiado e mal desejado, Davi Barros insiste em ficar, como se desafiasse céus e terras, a mando sabe-se lá de que fantasmas divinatórios. É algo assemelhado a grupos fanáticos que, pelo poder de visões fantasmagóricas, disseram-se inspirados a reformar o mundo ou ao suicídio coletivo. Mataram-se, da mesma forma como Davi e seu grupo querem matar a Unimep. E mataram-se por falta de humildade, da mesma forma como Davi Barros permanece por não conseguir ser minimamente humilde e entender que ninguém, a não ser o seu grupo, o quer.

Humildade, porém, só existe onde há sabedoria. E, nos desvarios, sabedoria é o que não existe. A grande dificuldade é que, quando não se é humilde para entender não ser desejado e respeitado, a outra ponta do barbante é a humilhação. Davi Barros começa a passar pela desmoralização de não ser mais levado a sério. Isso, para qualquer pessoa com mínimo equilíbrio racional e emocional, é humilhante. Mas, pelo visto, não há humilhação quando alguém se considera a serviço do Senhor. Se a Igreja Metodista aceita esse suicídio, essa morte lenta, essa desmoralização, deveria, pelo menos, entender que Piracicaba não suporta esses desvarios.

Foi, aliás, o que a voz de Almir de Souza Maia falou, na Câmara de Vereadores, em nome de todos os que mantêm a lucidez e a esperança.

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