Em assembleia, bancários da região de Piracicaba decidem fazer greve

Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (12) em Piracicaba, os bancários da região decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da 0h da próxima terça-feira (18). Cerca de 150 profissionais participaram da reunião, realizada no Teatro São José. A paralisação será interrompida apenas se a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentar uma nova proposta para avaliação da categoria.

Os bancários, com data-base em 1º de setembro, reivindicam reajuste salarial de 10,25% (com aumento real de 5%), piso salarial de R$ 2.416,38, Participação dos Lucros e Resultados de três salários mais R$ 4.961,25 fixos, Plano de Cargos e Salários e elevação dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação e do auxílio-creche, além de mais contratações, o fim de metas consideradas abusivas e o combate ao assédio moral, entre outros pontos.

Já a Fenaban, durante rodada de negociação no dia 28 de agosto, propôs reajuste de 6% (com 0,58% de aumento real). Uma nova reunião aconteceu no último dia 4, mas sem avanços na oferta dos empregadores. “O comando de greve está aberto às negociações, que podem ser feitas até o dia 17. No entanto, se não houver nenhuma manifestação por parte dos bancos, a greve é certa”, informou, em nota, o Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região.

Na base territorial do sindicato, que abrange 22 cidades (Águas de São Pedro, Anhembi, Bofete, Capivari, Cerquilho, Charqueada, Conchas, Jumirim, Laranjal Paulista, Maristela, Mombuca, Pardinho, Pereiras, Piracicaba, Porangaba, Rafard, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Barbara D’Oeste, Santa Maria da Serra, São Pedro e Tietê), trabalham 2.500 bancários, de acordo com a assessoria de imprensa da instituição.

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