Lenine se apresenta no Sesc Piracicaba

“Isso é só o começo” – canção que abre e fecha o novo show de Lenine, Chão, dá o tom perfeito à nova fase da turnê. Desde março deste ano, o espetáculo foi visto em mais de 20 cidades brasileiras, passando também por Chile, Argentina, Uruguai, Paris, Toulouse, Milão e Viena. No dia 31 de outubro, quarta-feira, Chão estreia no Sesc Piracicaba, às 21 horas.

Ingressos antecipados custam R$ 5 (trabalhadores do comércio de bens e serviços matriculados); R$ 10,00 (usuários, estudantes, idosos e professores de rede pública) e R$ 20. No dia R$ 7,50; R$ 15 e R$ 30, respectivamente.

Com direção musical do próprio Lenine, em parceria com Bruno Giorgi e JR Tostoi, o show tem em cena os três em um espaço repleto de instrumentos e equipamentos eletrônicos responsáveis por reproduzir os ruídos orgânicos que permeiam nove das dez faixas do disco, como “Chão” (Lenine / Lula Queiroga), “Envergo mas não quebro” e “Isso é só o começo” (Lenine/Carlos Rennó).

Chão, apesar de um show intimista, se vale de uma robusta aparelhagem de som – o dobro do equipamento utilizado para apresentações das turnês anteriores. Esse novo espaço sonoro criado pelo sistema quadrifônico trouxe, naturalmente, a possibilidade para Lenine dar protagonismo aos ruídos, vozes e áudios de sua discografia – como as referências a Caju e Castanha na composição “A Ponte”, do álbum O Dia em Que Faremos Contato. Sucessos indispensáveis como “Jack Soul Brasileiro”, “Leão do Norte” (Lenine/Paulo César Pinheiro) e Paciência (Lenine/Dudu Falcão) também ganharam versões nesta nova atmosfera.

Paulo Pederneiras, diretor de arte do espetáculo, criou um cenário em tons vermelhos, que ocupa apenas o chão da caixa cênica, em contraste com o entorno totalmente negro. Três lâmpadas simples, uma sobre cada um dos músicos, compõem a cena.

Para Lenine, levar Chão ao palco é mais do que simplesmente tocar as canções do álbum. A ideia é ambientar o espaço com os sons como o canto do canário belga Frederico VI, o ruído ensurdecedor das cigarras no verão da Urca, a agonia da derrubada de uma árvore por uma motosserra, entre outros.

Chão, produzido e tocado por Bruno Giorgi, JR Tostoi e por Lenine, é o décimo álbum de carreira do cantor e compositor. Numa evidente opção estética – instigada pelo canto de um pássaro, que invadiu a gravação de uma das faixas – o trabalho revela-se “eletrônico, orgânico e concreto”, com dez músicas inéditas, imersas na delicada intimidade de ruídos sem edição. “É pessoal, passional e intransferível”, conta Lenine.

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