Estrela trágica

whitney

Netflix

Como falar de Whitney Houston sem citar drogas, casamento, exageros, família, solidão? Não seria um filme sobre a estrela, que morreu numa banheira de hotel em Los Angeles, certamente afetada por substâncias químicas, aos 48 anos. Foi o desafio que o diretor Nick Broomfield encarou com o documentário Whtiney Can I Be Me, que acaba de estrear na Netflix.

Broomfield conta que demorou para captar a essência da personalidade de Whitney e no fim duas palavras a definem: tristeza e pressão. Descoberta, como tantas outras estrelas, no coro de uma igreja batista. Aos 19 anos foi contratada pela Arista e o diretor da gravadora, Kenneth Reynolds, a lembra como uma garota tímida e assustada que nem sabia que talher usar durante um jantar mais elegante.

Ele também destaca algo em que Broomfield não havia pensado: Whitney foi preparada para ser aceita pelas massas e pelo público branco. Por isso, a bissexualidade da cantora, e seu relacionamento com a estilista Robyn Crawford eram tão desaprovados. Até que Whitney se encantou por Bobby Brown, cuja imagem de bad boy era o contrário dela. O filme não aponta o dedo para o marido, visto por alguns como o causador da desgraça da estrela. Conta que o amor deles era verdadeiro, e evita julgamento.

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