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Em algum momento da vida, todo homossexual que se identifique com ideias de esquerda, vai ouvir a frase: “em Cuba, os gays são perseguidos!” O que representa uma contradição. Este filme, realizado na ilha em co-produção com a Irlanda, fala justamente disso. De como é difícil manter a dignidade em situação opressiva. Mas deixa a política em segundo plano. O enfoque é humano.

Nem parece coincidência que o protagonista se chame Jesus (vivido com intensidade por Hector Medina Valdés). Parece uma escolha fácil, do tipo que rende polêmica. Mas o fato é que a vida do garoto é uma coleção de infortúnios. Rejeitado pelo pai, um machista lamentável (interpretado por Jorge Perrugoria, que fez Morango e Chocolate e Navalha na Carne, este no Brasil), ele se assume gay.

E encontra numa boate, onde conhece drags em vários níveis de decadência, um pouco do carinho que nunca teve em casa. É um filme que se assume como melodrama e em que o diretor irlandês Paddy Breatchacht mostra Cuba como um país em que as pessoas lutam pela sobrevivência e encontram saídas na amizade. Isso pode render críticas, mas quanto à narrativa, é um filme romântico competente. E o final é redentor.

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