A vida nada sossegada de Rita Lee

Globo Livros

Lançado no final do ano passado, Rita Lee – Uma Autobiografia (Globo Livros, 352 páginas) nunca saiu da lista dos livros mais vendidos. Tudo que ela lançou em quase 50 anos de carreira na música é sucesso, e não seria diferente agora que abandonou o palco e se dedica a outros projetos. A polêmica, também, não é novidade.

A autora foi alvejada por muitas críticas pelo fato de não ter perdoado Os Mutantes, banda que é incensada até hoje pelos roqueiros clássicos, enquanto sua fase solo é rotulada de comercial. Rita assume que não quer saber dos antigos companheiros e diagnostica algo para essas reações: machismo. Algo de que o rock nacional está cheio…

Fora isso, Rita se revela em cada página e não faz nenhuma menção de posar de santa (coisa que ela sempre garantiu que não foi). Se destila fel em algumas passagens, não tem pudor de falar dos seus vícios e conta que a pior droga de sua vida foi o álcool. Ao mesmo tempo, destila carinho para a família: o pai americano que vivia num “harém” (a mãe, ela e as duas irmãs e mais duas agregadas) e a paixão por Roberto de Carvalho, que segundo ela, deu um novo rumo. Passagem emocionante também é a prisão, grávida, por conta de um baseado, e a visita da amiga Elis Regina. Tia Rita ainda continua a ovelha negra das nossas famílias. Que bom!

Cotação: ****

 

Deixe uma resposta