Linda e Dircinha Batista

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A história de Linda e Dircinha Batista provocou comoção nos anos 80, quando o Brasil descobriu que as duas irmãs, estrelas absolutas da era do rádio, estavam vivendo na miséria e ajudadas por um cantor dos tempos da Jovem Guarda, José Ricardo. E nunca mais se recuperaram.

As duas eram inseparáveis e nunca se casaram. Linda (Florinda Grandino de Oliveira) nasceu em 1919 e Dircinha (Dirce Grandino de Oliveira) nasceu em 1922. Havia uma terceira irmã, mas velha, Odete, que não teve o mesmo sucesso.

Linda tinha a personalidade mais marcante e tornou clássica a sua interpretação de Vingança, de Lupicínio Rodrigues, compositor que sempre lhe oferecia canções. Foi também a primeira a gravar Risque, samba-canção de Ary Barroso que teve várias outras regravações.

Linda também gostava de sambas, e um de seus maiores êxitos foi Nega Maluca, de Evaldo Ruy e Fernando Lobo, que virou até nome de um bolo naqueles anos 50. Também fazia sucesso com suas marchinhas de carnaval, como Clube dos Barrigudos, Vai que é Mole e Batuque no Morro.

Dircinha era mais romântica, ou “brejeira”, como se dizia na época. Um de seus maiores sucessos foi a marchinha Periquitinho Verde, de Antonio Nássara e Sá Roris. Por causa dessa gravação, Carmen Miranda, que estava de saída do Brasil para vencer em Hollywood, a considerava sua sucessora.

Porém, também se dava bem em canções românticas, como Aperto de Mão, de Jayme Florence e Augusto Mesquita, e Nunca, de Lupicínio Rodrigues. Outro sucesso, O Sanfoneiro Só Tocava Isso, foi relembrando há pouco tempo na abertura da novela global Êta Mundo Bom.

Na época áurea, as duas irmãs esbanjavam riqueza e frequentavam as altas rodas da sociedade carioca. Eram íntimas do presidente Getúlio Vargas, que as chamava de “patrimônios nacionais”. As más línguas diziam que o gaúcho namorou ambas, em momentos diferentes. Linda e Dircinha pensavam que essa fase nunca iria acabar. Mas jogaram dinheiro pela janela (as duas gostam de jogar e beber) e não se preocuparam com o futuro. Veio a Bossa Nova, a Jovem Guarda e passaram a ser consideradas artistas do passado.

Linda morreu em 17 de abril de 1988, aos 69 anos, e Dircinha em 18 de junho de 1999, aos 77 anos.

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