Jornalistas no cinema

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Cena de Spotlight – Segredos Revelados

Essa lista inclui filmes de  1941 a 2015, o que prova que os profissionais de comunicação nunca deixaram de ter destaque nas telonas.

1 – TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE (1976), de Alan J. Pakula

Centrado nos repórteres do Washington Post Carl Bernstein (Dustin Hoffman) e Bob Woodward (Robert Redford). Tudo começa com a notícia de que houve invasão na sede do Partido Democrata, no edifício Watergate. Não renderia mais que um “pé de página”, mas encontram um informante (o Garganta Profunda) e desvendam trama que causa a renúncia de Richard Nixon.

2 – A MONTANHA DOS SETE ABUTRES (1951), de Billy Wilder

Dono de um humor corrosivo, Wilder já criou outro clássico sobre o jornalismo, A Primeira Página. Aqui vai fundo na crítica, mostrando um repórter malandro, Charles Tatum (Kirk Douglas). Encontra uma oportunidade num pasquim de quinta no Novo México, onde irá cobrir uma corrida de cascavéis. Aí descobre que um homem ficou preso numa mina. A partir daí faz um “carnaval”.

3 – CIDADÃO KANE (1941), de Orson Welles

É considerado um dos principais filmes de todos os tempos. A história é centrada em Charles Foster Kane, magnata da imprensa inspirado em William Randolph Hearst. Ele passa como um trator por todos que cruzam seu caminho, mas ainda suspira por “Rosebud”, o segredo da cena final. Marcou a estreia de Welles, que recebeu por ele seu único Oscar.

4 – A EMBRIAGUEZ DO SUCESSO (1957), de Alexander Mackendrick

A história, amarga como fel, mostra o lado podre dos jornalistas. O assessor de imprensa Sidney Falco (Tony Curtis) tem uma grande chance na figura do poderoso J. Hunsecker (Burt Lancaster). Ele não quer que a irmã se case com um músico que julga um aproveitador. E paga para que o jornalista comece uma campanha de difamação. Fica a pergunta: qual dos dois é o pior?

5 – NOS BASTIDORES DA NOTÍCIA (1987), de James L. Brooks

A trama é ambientada numa grande emissora de televisão norte-americana e destaca um triângulo profissional e amoroso. Jane (Holly Hunter) é a produtora competente. Ela fica possessa com a promoção de Tom (William Hurt). Ele é limitado mas um gato, e o coração da moça balança. Já o idealista Aaron (Albert Brooks), que sempre foi apaixonado por ela, pode ficar para escanteio.

6 – O JORNAL (1994), de Ron Howard

“Parem as máquinas!” Todo jornalista maduro deve ter sonhado em dizer a frase, que neste filme é gritada duas vezes. O conflito acontece na redação de um tablóide de Nova York, que anda mal das pernas. De um lado está o editor Henry (Michael Keaton), sempre querendo furos, e de outro a executiva Alícia (Glenn Close), que só se interessa pelas vendas.

7 – QUASE FAMOSOS (2000), de Cameron Crowe

O diretor construiu uma história com toques autobiográficos, pois começou como repórter da Rolling Stone aos 15 anos. É essa a idade do personagem fictício, que embarca no mundo do rock dos anos 70, dividido entre a mãe e uma groupie. A cena mais famosa acontece durante uma turbulência num voo, quando um músico berra: “Eu sou gay!” Mas o avião aterrissa…

8 – BOA NOITE E BOA SORTE (2005), de George Clooney

O título é uma referência à frase com que o apresentador de telejornal Edward Murrow encerrava seus noticiários. Ele brilhou na CBS, nos primórdios da televisão norte-americana, com o programa See It Now. Mas tem seu caminho cruzado pelo cruel senador Joseph McCarthy, que começa uma campanha contra a presença de comunistas no cinema e na imprensa do país.

9 – O ABUTRE (2014), de Dan Gilroy

O personagem principal é um joão-ninguém, o jovem Louis Bloom (Jake Gylenhaal). Sem rumo na vida, descobre uma perigosa alternativa: entrar no submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. Usa vários expedientes para chegar às cenas de sangue antes dos policiais e vender a fita para os programas sensacionalistas. Mas começa a gostar demais da coisa.

10 – SPOTLIGHT: SEGREDOS REVELADOS (2015), de Tom McCarthy

Vencedor do Oscar do ano passado, tem história explosiva que mistura dois ingredientes poderosos: os limites da imprensa e a religião. Tudo acontece numa redação em Boston, onde a equipe investiga registros de abusos de garotos cometidos por padres. São muitos casos, mas, como agia a Igreja Católica da época, o silêncio e a transferência dos acusados eram a norma.

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