Os maiores loucos do cinema

perkins

Anthony Perkins

Eu juro que é melhor não ser um normal nas telas. O fato é que os malucos de pedra exercem uma atração fatal sobre o público.

 

1 – PSICOSE (1960), de Alfred Hitchock

Norman Bates não morreu e ainda assombra na série Bates Motel. O filme marcou uma virada na carreira do mestre do suspense e é copiado até hoje, especialmente a cena do chuveiro. O doido de plantão (Anthony Perkins) dirige um motel à beira de estrada para onde ia Marion (Janet Leigh), depois de dar um golpe. Mas ele tinha fixação na mamãe e não gosta do jeito da moça.

2 – O SILÊNCIO DOS INOCENTES (1990), de Jonathan Demme

O filme foi um dos três na história do cinema (além de Aconteceu Naquela Noite e Um Estranho no Ninho) a levar os cinco principais Oscar: filme, diretor, roteiro, ator e atriz. Detalhe que era considerado violento demais e foi lançado no começo do ano, sem pretensões ao prêmio. Mas a força de Hannibal Lecter, brilhantemente vivido por Anthony Hopkins, fez a diferença.

3 – LARANJA MECÂNICA (1971), de Stanley Kubrick

Alex (Malcolm McDowell) e sua gangue, os Droogs, gostam de Beethoven, de leite, de se drogar no Korova Milkbar e de ultraviolência. Até que é preso e submetido a um tratamento que faz suas arruaças parecerem brincadeira de garoto. Um brilhante estudo sobre a violência, conduzido com genialidade por Kubrick. O filme foi baseado em livro de Anthony Burgess.

4 – PERFUME: A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO (2006), de Tom Tykwer

A base é um livro famoso de Patrick Susskind. As primeiras cenas, na França do século 18, parecem “feder”. Logo aparece o aprendiz de perfumista Jean-Baptiste (Ben Whishaw), que tem um sonho bizarro: encontrar a fragrância ideal. Para isso, mata várias mulheres e capta a essência de seus corpos. É preso e condenado, mas na hora final, vem a grande surpresa…

5 – PSICOPATA AMERICANO (2000), de Mary Harron

Outra adaptação literária, desta vez de um livro de Bret Easton Ellis. O criminoso é o executivo Patrick Bateman, encarnado por Christian Bale. Protegido por sua condição social privilegiada, à noite ele se transforma em serial killer que esquarteja mulheres. E tudo acontece por conta da inveja ao ver que um colega tem um cartão de visita melhor!

6 – VIOLÊNCIA GRATUITA (1997), de Michael Haneke

O cineasta é considerado frio e cortante, como também mostrou em Amor, sobre a velhice. O título brasileiro para o original (Funny Games) faz todo sentido. A história mostra uma família passando férias à beira de um lago quando tocam a campainha dois jovens, Peter e Paul, que parecem dois anjinhos. Mas eles logo mostram as suas verdadeiras faces.

7 – ATRAÇÃO FATAL (1987), de Adrian Lyne

Causou alvoroço e a crítica o considerou uma metáfora da aids. Isso porque deixava a mensagem que era melhor evitar escapadas conjugais. Conta a história de Dan (Michael Douglas), advogado que conhece Alex (Glenn Close), executiva aparentemente liberada e sem crise. Porém, quando ele põe um ponto final ao caso, ela se revela um poço de rejeição e vira uma fera vingativa.

8 – PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN (2011), de Lynne Ramsay

E o que fazer quando o psicopata for seu filho? Este é o dilema de Eva (Tilda Swinton). Ela sente que o filho, Kevin (Ezra Miller), não é normal. Ainda bebê, ele grita sem parar. Seus alarmes parecem coisa de mulher com depressão pós-parto, mas tudo se confirma de forma sangrenta. A narrativa opta por estilo seco e se mantém fiel ao brilhante livro de Lionel Schriber.

9 – A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO (1992), de Curtis Hanson

A louca, interpretada por Rebecca DeMorney, é a esposa de um médico que, acusado de assédio por uma paciente, se suicida. Pouco importa que ele seja culpado. Peyton, a maluca, se infiltra na casa da acusadora e vira babá do filho dela. A partir daí, toma conta de tudo, até mesmo do marido de sua inimiga. Apenas o jardineiro consegue perceber suas reais intenções.

10 – INSTINTO SELVAGEM (1992), de Paul Verhoeven

Nunca subestime o poder de uma psicopata sedutora. Ela é Catherine Trammel (Sharon Stone), escritora suspeita de assassinar o namorado. O policial Nick Curran (Michael Douglas) passa a investigá-la, mas cairá em sua teia de sedução. A cena do interrogatório, em que Sharon aparece de vestido branco e sem calcinha, dando a famosa cruzada de pernas, ficou famosa.

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