A Capela de Monte Alegre

*Artigo e fotos/imagens  retirados do livro “Piracicaba que amamos tanto”, de Cecílio Elias Netto.

Católico, com origens tradicionalistas italianas, Pedro Morganti fez questão de que, em suas propriedades, sempre houvesse uma capela. Foi assim que, em 1936, surgiu em Monte Alegre, a capela curada em homenagem a São Pedro, primeiro Papa da Igreja Católica. Em 1937, estava erguida – no alto da colina e voltada para os canaviais e para a usina – a Igreja de São Pedro, que acompanhava o mesmo estilo da igreja de São Frediano, de Lucca.

A pintura do interior da Capela ficou a cargo do então “pintor de paredes” Antônio Volpi, italiano a quem, mais por ser italiano do que por ser pintor, Pedro Morganti dera o encargo. Volpi era, ainda, um desconhecido e sua arte não obtivera reconhecimento.

Em Monte Alegre, a sua pintura encantou as pessoas sem que elas vissem a importância de uma obra que ali ficara impressa, na qual Volpi tivera o auxílio de dois pedreiros da usina, Vergílio Silva e João de Campos.

A Capela de São Pedro fazia parte da Paróquia do Bom Jesus, onde era vigário Monsenhor Martinho Salgot. A pedido deste, em 4 de janeiro de 1937, Dom Barreto (D. Francisco de Campos Barreto), Bispo de Campinas – a cuja diocese se vinculava Piracicaba – concedeu a licença para, na capela, realizarem-se ofícios religiosos.

Desde 2003, a Capela de São Pedro de Monte Alegre é de propriedade particular do empresário piracicabano Wilson Guidotti Júnior (Balu).

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