“Pamonhas, pamonhas… pamonhas de Piracicaba ”

*Artigo  retirado do livro “Piracicaba que amamos tanto”, de Cecílio Elias Netto.

pamonha

Reprodução: Gshow

O milho está na gênese da alimentação piracicabana, desde a povoação. Cultivado por negros e índios, tornou-se indispensável à sobrevivência das pessoas. Ainda hoje, temos a famosa Festa do Milho, que atrai multidões ao Bairro de Tanquinho.

Pamonhas e curaus tornaram-se, por muitas décadas, pratos comuns à mesa dos piracicabanos. A sua produção “industrial”, no entanto, começou em meados de 40, com a família Rodrigues, iniciativa das irmãs Noemy e Vasthy. Passando a morar na Rua do Porto, elas chegaram a produzir média de cinco mil pamonhas por dia, sendo vendidas ao público e nas residências por pequenos “pamonheiros”. As irmãs Rodrigues desenvolveram uma máquina para acondicionar as pamonhas e contratavam verdadeiros batalhões de cozinheiras.

As “peruas de pamonhas” surgiram por volta dos anos 70. Dirceu Bigelli, um vendedor inteligente, passou a vendê-las com uma perua e com a gravação, de própria voz, do famoso slogan que dizia: “Pamonhas, pamonhas, pamonhas de Piracicaba, o puro creme do milho verde”. Bigelli chegou a ter uma frota de peruas e enriqueceu. A sua gravação foi, também, vendida a outros interessados que a espalharam pelo Brasil. Atualmente, Tanquinho e Charqueada são o centro de produção. Mas nem toda a pamonha vendida país afora é genuína de Piracicaba. Tornou-se uma marca de nosso delicioso jeito caipira de ser.

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