A tragédia inesquecível: Comurba

comurbaAo prédio, deu-se um nome histórico e glorioso: Edifício Luiz de Queiroz. Foi construído pela COMURBA (Companhia de Melhoramentos Urbanos), empresa formada através da associação das principais fortunas piracicabanas.

Tratava-se da mais bela e arrojada obra arquitetônica e de engenharia do interior paulista, com leve semelhança ao edifício Copan, de São Paulo. Projeto do renomado arquiteto Fábio Penteado, o edifício estava com 14 andares construídos, com 54 apartamentos aguardando as famílias proprietárias e outra ala quase pronta para abrigar escritórios. No térreo, já funcionava o então também mais belo cinema interiorano, o Cine Plaza, de propriedade de Francisco Andia, com capacidade para 1.300 pessoas.

No dia 6 de novembro de 1964, o edifício ruiu. Era um sonho – com 22 mil metros quadrados, a maior área construída no interior do Brasil. Foi às 13h30 daquele dia. Morreram 45 pessoas. Um dos mais dolorosos mistérios de Piracicaba pairou, com suas cinzas fúnebres, sobre a cidade por quase duas décadas. As ruínas foram recolhidas – e derrubados os últimos escombros – apenas em 1971.

A causa da tragédia – sempre discutida – foi “erro de cálculo”.

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