35 anos da “Tribuna Piracicabana”

No mesmo dia do aniversário da Cidade, a “Tribuna Piracicabana” comemora, agora em 2009, 35 anos de existência. Texto do Memorial de Piracicaba – século XX relembra como começou.

 Jovens também na imprensa

O jornalista Losso Netto ficou praticamente sozinho na imprensa piracicabana como representante das antigas gerações de intelectuais e jornalistas. E a solidão se tornara maior com a morte do irmão e sócio, o pintor Eugênio Luiz Losso, aos 76 anos, no dia 7 de maio de 1974. Sebastião Ferraz, que era um dos diretores de “O Diário”, havia-se afastado, por motivos particulares, do jornalismo já em 1968. No “Jornal de Piracicaba”, Losso Netto mantinhas as tradições e uma linha conservadora e equilibrada. Mas o “Diário”, então todo dominado por jovens cuja maior idade não passava de 35 anos, se tornou centro de todas as oposições, tanto em nível municipal como nacional. Os jovens intelectuais e jovens artistas passaram a agregar-se na redação de “O Diário”, bem como professores e alunos da nova Universidade que surgia, a Unimep. (hipertexto 6– Artistas e intelectuais de outra geração.) Na Unimep, surgia uma liderança voluntariosa e contestadora: Elias Boaventura. E, na Prefeitura de Piracicaba, assumiria, após Adilson Maluf, o também jovem João Herrmann Neto. Havia um espírito ao mesmo tempo iconoclasta e de resistência.

A imprensa debatia os problemas graves que iam dificultando o desenvolvimento da cidade. Em 1974, o Engenho Central parava as suas atividades, indo de roldão junto aos negócios de Adolpho da Silva Gordo que fracassavam. O Matadouro, no ano anterior, houvera sido desativado por ordem federal, tornando-se entreposto de produtos hortifrutigranjeiros e começando a perder a sua mística história. E, no rio – já em agonia pelo Sistema Cantareira – a mortandade de peixes, vitimados pela poluição das águas, alarmava Piracicaba. Era algo como nunca se vira, ainda que outros e anteriores desastres ecológicos já tivesse acontecido.

Então, na imprensa, mais um jovem se arroja e lança um outro jornal: é Evaldo Vicente, com a “Tribuna Piracicabana”.

 E nasce a “Tribuna Piracicabana”

O jornalista Evaldo Vicente era ainda solteiro. Começara no “Diário de Piracicaba”, com 14 anos, trabalhara no jornal “A Tribuna” de São Carlos e resolveu que montaria o seu próprio jornal. No dia 1o. de agosto de 1974 nasceu a “Tribuna Piracicabana”, na rua Voluntários de Piracicaba, 810. Em 1976, as oficinas da “Tribuna” são instaladas no Bairro São Dimas e a redação fica na rua do Rosário, 848. Desde julho de 1977, passou a funcionar no local onde permanece ainda neste final do ano 200, à rua Rangel Pestana, 94.

Casando-se com Astir Vicente, Evaldo e a esposa são os proprietários da “Tribuna Piracicabana”, que se expandiu para “Tribuna de São Pedro”, “Tribuna de Rio das Pedras”, “Tribuna de Sorocaba” e outras publicações. A “Tribuna”, em seu parque gráfico, atende a mais de 100 jornais interioranos. Como jornal, a filosofia imposta por Evaldo Vicente é a da “inteira liberdade de opinião.”

 

 

 

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