A Retífica que atendia Chateaubriand

Aconteceu nos anos 50. Criada por um simples mecânico, com apenas 2ºano primário, a Retífica Romano chegou a ser considerada a maior da América do Sul. Seu proprietário foi Antônio Romano,que se tornaria uma das lideranças locais,com forte participação na área esportiva e de filantropia nos anos seguintes.

Pupilo de João Bottene,durante a II Guerra,Romano, por sua competência como mecânico,por várias noites foi levado de táxi até Limeira.Ali, em torno da Praça Central, enfileiravamse caminhões à sua espera, para que pudesse fazer a conversão de seus motores para álcool.

Fundando a retífica, Romano teve, entre seus clientes, ninguém menos que Assis Chateaubriand, que enviava a Piracicaba,com seus motorista, um Bel Air amarelo para ser vistoriado e revisado. Chamado a integrar uma comitiva levada pela GM a sua base nos Estados Unidos pela fama que adquirira com seu trabalho em Piracicaba, Romano chegou a ter cerca de 50 empregados na retífica. Com um detalhe: no local onde, em 2003 se encontra a Agropecuária do Mané, a Rua São José – todas as paredes sempre foram pintadas de branco e, em cada uma das colunas, mantido um vaso de samambaia que tinha um responsável pela sua conservação e cuidado.

 

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