Em 1919, greve por jornada de oito horas

Acompanhando a organização do movimento operário que aconteceu em todo o país, Piracicaba também viveu tempos de greve em 1919.

O movimento foi comandado pela Liga Operária de Piracicaba, fundada em 1917, com 103 sócios. As principais reivindicações diziam respeito à definição da jornada de trabalho de oito horas e de aumento de salários,além de motivações políticas.

Na cidade, paralisaram suas atividades,inicialmente, os operários das empresas Guerrini, Aliança,Bacchi, a oficina de Carlos Zangerolano e a de José Bravatti, além da serraria São Pedro.

Depois de várias negociações,a Casa Kranhenbühl adotou o dia de trabalho de oito horas, com os operários podendo optar por uma jornada de 10 horas. A Fábrica de Tecidos Arethusina manteve a jornada de 10 horas, entre 6 e 17 horas,e concedeu 36% de aumento sobre os salários pagos em 1917.E deixou de admitir trabalhadores menores de 14 anos.A greve, entretanto, de maior duração, afetou a Estrada de Ferro Sorocabana que teve tanto o tráfego de carga como de passageiros completamente paralisado.

 

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