Entre católicos, a expectativa pela Matriz do Bom Jesus

A Igreja Católica das primeiras décadas do século XX em Piracicaba teve um registro detalhado de sua organização e tamanho em publicação de Roberto Capri, datada de 1924.

A Paróquia de Santo Antonio era de responsabilidade do Cônego Manoel Rosa, tendo como coadjutor Frei Vital. A média anual de batizados era de 947 na Matriz e de 162 fora dela; os casamentos somavam em torno de 205 e os viáticos em 314. As comunhões “elevavam-se a 38.888 e em outras igrejas a 126.609, anualmente”. A publicação comenta que D. Manoel Rosa “tem dotado a bela igreja de pinturas religiosas de real valor, de que muito deve vangloriarse a bela Piracicaba”.

Já a Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Vila Rezende, tinha como vigário Cônego Jerônimo Gallo. A paróquia tinha sob sua jurisdição 12 mil habitantes e as capelas São José dos Godinhos, Nossa Senhora da Conceição em Tanquinho, Coração de Maria de Água Santa, Santo Antonio de Guamium, São João do Porto João Alfredo, São José de Vila Nova e Nossa Senhora da Conceição do Banco.

E a Paróquia do Bom Jesus, com cerca de 20 mil almas, compreendia área que se estendia ao Taquaral e Tupi. O vigário era Padre Francisco Borja Amaral e o destaque era a construção da Matriz, “que será um dos monumentos mais belos da cidade, situada na parte alta, de onde se descortina vasto panorama”.

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