Forca sem utilidade

Na descrição de Nelson Camponês de Oliveira, a Vila Constituição possuía, além da Câmara e da Cadeia – instaladas numa casa no Largo do Pelourinho, em que “as poucas prisões ou enxovias, com os característicos argolões de acorrentar presos, eram infectas, acanhadas e abrigavam escravos, loucos , homicidas, desordeiros, mulheres de rua , etc – também a Forca. Mas não consta que ela tenha servido para alguma execução, embora o local fosse “justamente afamado, perigoso, não raro sendo palco de agressões por parte de escravos embriagados e desordeiros, de negras bêbadas, de jogadores transnoitados que regressavam do mal reputado bairro Alto”. A forca foi desfeita por Daniel Franco de Oliveira, um sapateiro, em outubro de 1853, tendo sua madeira negociada entre vários comerciantes da vila.

 

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