Frutas e verduras tinham que passar pelo mercado

Durante vários anos, no início do século XX, os alimentos comercializados na cidade eram inicialmente vistoriados e liberados no mercado municipal. Lei datada de outubro de 1921, estabeleceu que “todas as pessoas que trouxerem dos sítios ou de qualqueroutra parte gêneros para serem vendidos na cidade não poderão de forma alguma deixar de os levar o mercado”.

A regulamentação chegava a indicar que, caso os sitiantes chegassem com a produção durante a noite, ela deveria ser depositada na praça do mercado. A única exceção se dava com relação aos gêneros produzidos para exportação, que poderiam ser entregues diretamente na estaçãode trens.

O mercado municipal funcionava a partir das 5:30 horas, à exceção do período de 1º de abril a 31 de agosto, quando o início de suas atividades era previsto para 6:30 horas. Verduras, peixes e gêneros alimentícios “tinham alta” – termo utilizado em lei para indicar a autorização de sua comercialização – a partir das 8:00 horas; frutas a partir das 10:00 horas. No entanto, a “alta” dava direito à venda daqueles produtos por toda a cidade apenas para o dia em que fosse concedida.

Relatórios da administração do mercado municipal indicaram que, em 1920, ali se comercializaram13.572 sacas de arroz, 198.212 frangos, 494.875 dúzias de ovos, 6.974 sacas da feijão e 870 sacos de batata, entre outros gêneros menos expressivos.

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