Miguelzinho, o grande esquecido

Como se isso fosse um destino – “ninguém é profeta em sua própria terra” – as cidades nunca fazem justiça a seus filhos mais talentosos. Piracicaba não foge a essa regra. Por isso, o maior de nossos artistas, o Miguelzinho – Miguel Arcanjo Dutra – é o nosso grande esquecido. Nem a avenida Beira Rio – que leva o sue nome – faz com que ele seja lembrado. É, apenas, a Avenida Beira Rio, quando seria uma lembrança permanente se nós a chamássemos de “Avenida Miguelzinho”.

Nestes fascículos, seria impossível falar dele  com justiça. Nascido em Itu, 15 de agosto de 1910, Miguelzinho viveu grande parte de sua vida em Piracicaba, aqui morrendo em 22 de setembro de 1875, sepultado na Igreja da Boa Morte. Foi ele o criador da primitiva Igreja da Boa Morte, da de São Benedito, da antiga Matriz de Santo Antonio, da primeira Santa Casa e do antigo Teatro. Criou, também, um Museu Ornitológico.

O historiador Affonso de Taunay disse dele: “Pintor de raça, foi, talvez, o homem que mais pintou no Estado de São Paulo (…) Ativo, inteligente, trabalhador, bom músico, excelente jornalista, escultor, pintor, arquiteto, bom latinista, versado em reologia, reunindo a estes dotes a mais fina educação, não é de admirar que sua intuição artística se manifestasse irrequietamente curiosa.”

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