Nas comemorações do centenário do ensino normal, o destaque a Piracicaba

Em 1946, quando publicação especial da Poliantéia comemorativa ao primeiro centenário do ensino normal de São Paulo buscou recuperar a trajetória das escolas normais e escolas normais livres do Estado, e, em especial da Caetano de Campos, Piracicaba ganhou destaque nas páginas da revista.

Primeiramente, por se constituir, ao lado de Itapetininga, como a primeira cidade do interior a possuir uma Escola Complementar, ou a chamada escola modelo. Foi em 1897, com a instalação da Escola Normal, depois denominada Sud Menucci. A publicação recupera toda a história da Escola, lembrando terem sido seus diretores, até então, Antonio Alves Aranha, Lino Vidal de Mendonça, Rogério da Silva Lacaz, Honorato Faustino de Oliveira, Lourival José Pereira de Queiroz, Fausto Lex, Thales Castanho de Andrade, Alberto Vollet Sachs, Antonio Marins Belmudes de Toledo, Lamartine Teixeira Coimbra, Ademar Nogueira de Figueiredo. Até 1946, segundo a publicação, a escola já formava 2.345 professores e, naquele ano ali estavam 146 professorandos.

Mas o destaque se dá também pelo fato de que alguns daqueles que dirigiram a Escola Normal Caetano de Campos, anteriormente haviam também dado sua colaboração à Piracicaba. Foi o caso de João Lourenço Rodrigues, um dos historiadores a deixar maior registro sobre a evolução da educação paulista e que, aos primeiros anos do século XX permanece como Professor da Escola Complementar Prudente de Morais, em Piracicaba. E também de Honorato Faustino que, depois de dirigir a Escola Complementar e, a seguir, a Escola Normal até 1928, é transferido para São Paulo como diretor da Escola Normal Caetano de Campos.

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