O ouro de Cuiabá e os índios selvagens em Piracicaba

Nos tempos atuais — quando Piracicaba, através da construção da hidrovia Tietê-Paraná, se coloca como ponto essencial de ligação — estamos revivendo o início de nossa história. Muito antes de sua fundação, Piracicaba era vista como caminho em direção às minas de ouro de Cuiabá. O problema maior eram os índios, caiapó e paiaguá, que atacavam no Tietê abaixo e no Paraná.

A primeira carta, provando que havia moradores em Piracicaba, é datada de 28 de março de 1733, mais de quarenta anos antes da fundação. Aqui se encontrava o sertanista Manuel Correia Arzão, já com 80 anos de idade. Ele foi encarregado pelo Conde de Sarzedas, então governador da Capitania de São Paulo, “para a conquista dos bárbaros que infestavam o caminho de Cuiabá”. Já bastante idoso, Arzão aceitou a missão, registrando-se que, em 1733, já havia fuga de “sete negros” nas paragens piracicabanas.

 

 

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