O quilombo em Piracicaba

   Pouco antes da abolição da escravatura, Piracicaba era a terceira cidade do Estado em número de escravos. A primeira era Campinas, com quase 13.500, e a segunda, Banana, com cerca de 8 mil.

E, em Piracicaba, havia quilombos, de escravos libertos ou foragidos. Em São Paulo, a existência dos quilombos é comprovada através de sinais geográficos, como a Serra do Quilombo, existente em São Paulo, nas proximidades de Santos, em Minas e no Rio.

O jornal “A Província de São Paulo”, nome original do jornal “O Estado de São Paulo”, 20 de março de 1875, confirma uma notícia vinda de Piracicaba, então Constituição, fornecida ao jornal de nome “Piracicaba”:

“Informam a Piracicaba (jornal) que alguns moradores do bairro de Anhúmas, desse município, tendo verificado a existência ali de um quilombo de escravos fugidos, reuniram-se em número de seus e foram batê-lo, em um dos últimos dias da semana passada e, resistindo os escravos, travou-se um conflito grave, do qual saíram dois homens gravemente feridos, um com uma facada no ventre e outro com um braço quebrado. Os escravos aí encontrados, em número de três, também ficaram bastante ofendidos; um escapou, e dos dois que foram agarrados, ainda um conseguiu evadir-se. Consta que esses escravos pertencem ao comendador Joaquim Bonifácio do Amaral, de Campinas”.

 

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