O Sanatório para tuberculosos

Em janeiro de 1903, dia 5, criava-se a primeira diretoria do Sanatório São Luiz: o Barão de Rezende, presidente; Antonio Ribecco – líder da colônia italiana, como tesoureiro – e mais os médicos Coriolano Ferraz do Amaral, dr. Alvim e Paulo de Moraes Barros. A obra seria construída num terreno de 24.200 metros, da Chácara São Pedro, que pertencia à família com orientação do diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo, dr. Emílio Marcondes Ribas.

Eram o Barão de Rezende e seu genro, João Conceição, embrenhando-se nas matas em busca de madeira para as obras do sanatório, o barão com a saúde precária mas movido por uma febre quase religiosa em memória do filho. Foi um alqueire e meio de mata derrubada na Chácara São Pedro, jequitibás que construíram o assoalho, o forro, as vigotas. E a tão preciosa peroba vinha das matas do dr. João Conceição.

A pedra fundamental foi lançada em 1904, sendo coberto o corpo central do sanatório em 1905. Apenas em 1911 será inteiramente concluído, numa saga que se alongaria até 1926, a epopéia maior, talvez, a que Piracicaba tenha assistido. A lotação era para 30 asilados, havendo 16 quartos de 16m2 cada um, um refeitório de 112m2, com seis janelas e quatro portas, mais salas e quartos para a administração. O projeto incluía a doação para o sanatório ser administrado por irmãs de caridade. Havia, ainda, uma capela para cultos religiosos, 37 lavabos, casas para residência de porteiros e de guarda, lavanderia e estufa e um imenso bosque para “cura de ar”.

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