Os primeiros edifícios de Piracicaba

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À moda de Gagarin, os irmãos Brasil foram os pioneiros na conquista dos céus piracicabanos. O imponente edifício Georgetta Brasil atesta esta supremacia.

Não fosse a queda do Edifício Luiz de Queiroz (COMURBA), em 1964, o desenvolvimento vertical de Piracicaba teria sido ainda maior do que, nestes últimos anos, se tem visto no boom da indústria de construções civis. A queda do COMURBA criou um traumatismo coletivo que, por mais de uma década, paralizou a construção civil.

O primeiro edifício de Piracicaba foi o Georgetta Dias Brasil, uma iniciativa dos Irmãos Brasil (Paulo, Francisco e Ary), que construíram um prédio de seis andares, abrigando a Livraria Brasil e lojas no andar térreo, mais apartamentos. Algum tempo depois, o despachante Cícero Certain Ferraz lançou o Edifício Santo Antonio, na rua Boa Morte. Pela mesma época, o médico Francisco Alvarez deu início à construção, na Rua XV de Novembro, de um outro edifício, que foi completado por Luciano Guidotti, que adquiriu, àquele médico, as estruturas da edificação. Em 1961, já havia ao lado do antigo Hotel Central, o Edificio Gianetti, em construção, de propriedade do empresário Aristides Gianetti, o último dono daquele hotel. E o COMURBA já ganhava corpo, a certeza de vir a ser o maior e mais moderno edifício do interior de São Paulo. E seria, naquela época, não fosse a tragédia que o transformou em escombros.

O pioneirismo, no entanto, do crescimento vertical de Piracicaba se deveu aos Irmãos Brasil. E lá está, ainda hoje, altivo e bem conservado, o Edifício Georgetta Dias Brasil, o pioneiro.

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Na rua Boa Morte, o belíssimo edifício Santo Antonio diz bem da pujança de nossa gente e dos novos rumos que vêm tomando as construções de nossa terra.

2 comentários

  1. João Paulo Kfouri Brasil em 11/12/2019 às 03:00

    Complementando a história de acordo com o que me foi falado…

    Paulo Dias Brasil, filho de Georgetta, foi muito próximo e amado por mim. Ele é meu avo.
    Contava meu pai, Paulo Marcos Franco Brasil que naquela época diziam que o solo de Piracicaba era muito “mole” e por isso seria impossível construir edifícios aqui. Então todos na cidade diziam que os irmãos estavam ficando loucos, conta meu pai que na época tinha por volta de 16 anos, pensava: Será que meu pai está ficando louco mesmo?

    A verdade é que as colunas de concreto expostas já na entrada e também no interior do prédio explicitam a preocupação da época, elas são superdimensionadas. Dizia meu pai que o que tem de concreto pra cima tem pra baixo!!!

    Anos depois veio a tragédia do comurba e com isso a volta dos rumores de que o solo da cidade não permitia a construção de edifícios.

    Seja como for o prédio esta lá até hoje, recebendo o nome da minha bisavó e me enchendo de orgulho, fazendo com que eu me identifique ainda mais com a nossa cidade que amo tanto, cheia de flores e cheia de encantos.

    • Patrícia Elias em 11/12/2019 às 09:53

      Olá, João Paulo!
      Grata por contribuir com mais informações.
      abraço,

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