Para Mário Neme, a colonização em Piracicaba era “quase ideal”

Segundo o serviço de Estatística Agrícola e Zootécnica do Estado de São Paulo, referente a 1930, Piracicaba possuía, ao início da década, 15.884 trabalhadores envolvidos no cultivo de 62.737 alqueires, o que garantia uma média de 3,9 alqueires por trabalhador. No Estado de São Paulo, a média era bastante superior, chegando a 6,5 alqueires/ trabalhador.

Tal índice, somado a outras condições de desenvolvimento, levou o historiador Mário Neme a indicar o processo que vivia Piracicaba como ” colonização quase ideal”. As 46 mil pessoas que viviam na zona rural realmente e beneficiavam, em sua maioria, de meios de transporte, escolas, posto de saúde e luz elétrica. Charqueada, por exemplo, com seus 649 moradores, era servida pela Estrada de Ferro Sorocabana e linhas de auto ônibus; o porto João Alfredo era atendido por várias opções em estradas e Ibitiruma, com apenas 138 habitantes, contava também com linha de ônibus. Mesmo vilas como Tupi ou Caiubi já eram dotadas de posto médico, grupo escolar e atendidos pela Estrada de Ferro Paulista.

Ele descreve, ainda, o padrão das moradias, onde não eram encontradas choças de sapé, palha ou pau a pique. A quase totalidade das casas eram edificadas com tijolos, pintadas de cal e cobertas por telhas.

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