Posse de funcionários

Enquanto, neste século 21, não se cumprem nem contratos escritos, era o juramento das pessoas, no passado, que tinha mais importância do que qualquer compromisso assinado. Havia um livro, na Prefeitura, onde os então “empregados” do município eram inscritos. Tratava-se do “Livro de Posse dos Empregados”. No ato da contratação, eles tinham que jurar com a mão direita posta sobre os evangelhos. O primeiro juramento de que se tem conhecimento, estando registrado nas atas, foi o do cidadão Bento Manuel de Moraes, empossado como “juiz de órfãos”, no dia 23 de maio de 1830.

A formalidade, revestida de fortes sentimentos cívico-religiosos, fazia-se com as palavras proferidas por Bento de Moares naquela oportunidade: “Juro os santos evangelhos de desempenhar as obrigações de Juiz de Órfãos, de promover quanto a mim couber, a benefício dos mesmos órfãos, sem prejuízo da honra.” E a questão mais importante: jurava-se e cumpria-se.

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