Ramal ferroviário: chuvas e barreiras antes da inauguração

Foto: Elianela Horta/Olhares

Reivindicado durante anos por Piracicaba, o ramal ferroviário da Companhia Paulista que faria a ligação da cidade com Santa Bárbara D’Oeste foi inaugurado em 1922. Justamente pelos vários anos de demora para serem concluídas, as obras foram descritas pormenorizadamente à época.

A linha fora estabelecida na margem esquerda do Rio Piracicaba, acompanhando o vale do Ribeirão dos Toledos, transpondo os vales do rio Lambari, dos ribeirões Tijuco Preto e Piracicamirim e do Córrego Itapeva, num total de 33 quilômetros.

A construção, iniciada em 1919, teve as obras de escavação envolvendo cerca de um milhão e trezentos mil metros cúbicos de terra, o que levou a “uma média de 39,3 metros cúbicos de escavação por metro corrente de linha, o que coloca o ramal de Piracicaba como sendo uma das linhas mais pesadas construídas no Estado de São Paulo”. As obras exigiram, em várias etapas, o uso de explosivos.

As chamadas obras de arte foram as pontes sobre o Rio Lambari, com 12 metros de vão, e a ponte sobre o Rio Piracicamirim, com dois arcos de seis metros de alvenaria de tijolos e fundações de concreto. Chuvas torrenciais que caíram sobre a região em janeiro e fevereiro de 1922, chegaram, entretanto, a atrasar a data da inauguração. Houve desmoronamento de barreiras e, no quilômetro 120 (Pompéia) houve necessidade de construção de uma linha provisória, por cima da linha original, que ficou soterrada em cerca de 100 metros.

 

 

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