Ruas famosas: das Flores, da Palma, da Praia…

Em 1900, as principais ruas de Piracicaba tinham, quase todas elas, outros nomes. Alguns, poéticos. Mesmo aquelas cujos nomes haviam sido alterados com o advento da República eram, ainda, chamadas pelos nomes antigos. Para identificá-las, neste Almanaque, uma breve relação:

Rua Alferes José Caetano era “Caminho Velho do Pau Queimado”, Rua do Pau Queimado, sendo também identificada por alguns como Rua da Pocinha;

Rua Benjamin Constant era Rua da Glória, terminando no alto da Paulista onde havia a rua do Encosto, de despejo de lixo;

Rua da Praia é a Rua do Porto; Rua Direita, a rua Moraes Barros; Rua dos Pescadores, a rua Prudente de Moraes; Rua Esperança e depois Boa Esperança, a rua D.Pedro II; rua das Flores, a rua 13 de Maio; a rua da Palma (que é o nome de um Presidente da Província de São Paulo) é a rua Tiradentes; o Largo de São Benedito foi Largo do Circo e Largo do Cemitério da Ordem;

A rua Boa Morte foi Rua do Vigário e Rua do Miguelzinho. Duas denominações — Boa Morte e Miguelzinho — são devidas ao fato de o artista Miguelzinho (Miguel Arcanjo Benício de Assunção Dutra) ter criado a Igreja da Boa Morte naquela rua.

Pelos lados da Rua do Porto, havia, ainda, ruas com nomes sugestivos mas em lugares não mais identificados: ruas do Piolho, da Barroca, do Pito Aceso, da Bica e outras. Situadas também em lugares não identificados havia as ruas da Alegria, da Palha, da Cachoeira, do Taboão.

 

 

 

 

 

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