Causos de cemitério (3)

O fiel cachorro

Tânia Moraes também contou um causo de cemitério. Uma história que começa muito triste, quando seu primo de 19 anos morreu num acidente de moto. “Ele era uma rapaz muito bom, era o verdadeiro xodó dos meus tios, que ficaram muito abalados com a morte dele”.

Questão que exigiu algumas providências por parte do casal, que morava junto com o filho no bairro Campestre, na zona rural. Acontece que o rapaz tinha um cachorro, um doberman, que era seu companheiro inseparável e que nunca tinha saído do sítio. “Então, quando ele morreu, minha tia resolveu que não queria ficar mais com o cachorro, porque lembrava ele demais e só apertava a saudade. Combinaram que ele iria para a casa de um amigo na cidade”.

Só que acabaram tendo uma surpresa, como diz Tânia. “Perceberam que o cachorro tinha fugido. Eles ficaram preocupados, porque afinal de contas, o cachorro era uma das alegrias do meu primo, e eles queriam cuidar dele. Colocaram anúncio no rádio e no jornal, mas não tiveram nenhuma notícia”.

Isso aconteceu numa terça-feira, mas quando chegou o domingo, a tia de Tânia foi fazer sua visita semanal ao túmulo do filho. Quando chegou até lá, adivinhe, quem é que estava lá? Acreditem se quiser: o cachorro, em carne e osso. “Minha tia – diz a Tânia – ficou emocionada com isso. Conversou com o coveiro e ele falou que já fazia quatro dias que estava lá e tomava conta, não deixava ninguém chegar perto. E ninguém até hoje entendeu como o cachorro, sem nunca ter saído do sítio, foi até o cemitério e achou direitinho o lugar onde estava enterrado o meu primo”.

Pois é, depois quando se fala que “o cão é o melhor amigo do homem”, tem gente que ainda não acredita.

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