Luciano procura o Dr.Teodolito

Acontecera a tragédia do Comurba, o Edifício Luiz de Queiroz, que ruíra deixando vítimas e abalando Piracicaba. Até o Papa enviara condolências, o Brasil chocado com a dimensão do desabamento. Houve vítimas, muitos feridos, prejuízos incalculáveis.

Passado o primeiro impacto, o prefeito Luciano Guidotti quis, com rapidez, livrar a cidade dos escombros do edifício caído. Exigiu trabalho insano de todos os funcionários, mas as ruínas continuavam no mesmo lugar. Irritado, quis saber a razão. Chamou Odilo Graner Mortatti, seu braço direito, engenheiro competente. Queria pressa, providências. Um funcionário explicou, referindo-se a um aparelho de medição:

– Estamos esperando o teodolito, Comendador. O teodolito ainda não chegou.

No dia seguinte, a mesma cena. E a mesma resposta: “Ainda não trouxeram o teodolito.” No terceiro dia, Luciano Guidotti não se conteve:

– Qué sabê de uma coisa? Se oceis num têm competência, eu memo vô buscá esse lazarento de Dr.Teodolito. Onde é que ele mora?

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