Luciano,Cantarolla, Ermor Zambor

Na política piracicabana, um dos momentos de grande tensão e de suspense era quando Luciano Guidotti se dispunha a fazer discursos. Tudo podia acontecer. No início de sua vida pública, ele pouco falava. Depois, foi tomando gosto. Aliás, quando lhe lançaram a candidatura pela prmeira vez, em meados de 1950, o prof. Alberto Vollet Sachs, com apoio de Archimedes Dutra, esmerou-se em escrever-lhe o discurso com que agradeceria a indicação como candidato. Foi uma expectativa geral. Mas Luciano, nervoso e com dificuldade para ler, abriu a papelada, colocou-a novamente no bolso e falou de improviso. Resultado: arrebatou o público, que o aplaudiu em pé.

Entre os amigos de Luciano, estavam o radialista Carlos Sidney Cantarelli, o Cantarelli de voz de veludo, e o agrônomo e empresário Ermor Zambello, o dr.Zambello. Trocar nomes e palavras, essas eram umas das características de Luciano Guidotti. Numa solenidade, lá estava Cantarelli como mestre de cerimônias e os oradores seriam exatamente Luciano e Ermor Zambello. Nervoso, Luciano foi ao microfone, disse algumas palavras e apressou-se:

– Ei, Cantarolla. Chame, agora, o Ermor Zambor pra falá…

Cantarelli entendeu que Cantarolla era ele próprio. E Ermor Zambello compreendeu que o Zambor era também com ele.

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