A imprensa e o cateretê

O primeiro registro da existência do cateretê em Piracicaba foi quando das comemorações dos “400 anos do Descobrimento do Brasil”, em 3 de maio de 1900. Houve grandes festas, com a participação das três grandes bandas da cidade: a Carlos Gomes, a Azarias Mello e a Banda do Stipp. Conforme registro da “Gazewta de Piracicaba” daquela época, cerca de três mil pessoas dançaram e ouviram cantos dos “caipiras” no tablado instalado no Largo da Matriz. E o grande sucesso foi o cateretê, riqueza também do folclore piracicabano, que despertou interesse jornalístico, conforme se vê na edição de 6 de maio de 1900 daquele jornal.

Os versos do cateretê, então chamados de “enfiada”, foram registrados, tornando-se, assim, registro histórico. São eles:

“As mocinhas da cidade/são um pouco sem ação/pincha confeti na gente/chegando a ponhá co´a mão/Compra confeti cheiroso/prá pinchá no cidadão/pra princhá em nóis caipira junta confeti do chão.”

E outros:

“Os velhos de antigamente/só cuidavam de rezá/Os velhos de hoje em dia/só cuidam de namorá/ No casamento na igreja/ninguém mais não qué casá/ninguém fala em ouvi missa/ quanto mais em confessá.”

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