Histórias de Nhá Quita

Tinha Nhá Quita, a mais velhinha de todas, tão velhinha que nem da própria idade mais sabia. Pequenina, suas tranças eram tão longas que, quando Nhá Quita se sentava, os cabelos lhe caíam esparramados pelos joelhos.

Dona Virca nunca se esqueceu das hstórias de Nhá Quita, “dos tempos de antes, casamentos do sertão, os noivos e convidados vindo a cavalo até a cidade, a noiva num cavalo branco, a saia muito comprida e rodada que até cobria o cavalo, chapéu todo efeitado de flores de laranjeira. E a festa? Um jantar servido de leitoa assada no espeto, muito arroz, cuscuz, o divertimento do cururu, do bate-pé e função, desafio de viola”.

Lá mesmo, na venda, os casórios se repetiam, pois Afonso era, também, juiz de paz. E Nhá Antonia, a mais bonitas de todas, que costurava roupa de homem e fazia sabão de cinza e “aparava palha” para fazer cigarro?

Nhá Antônia, talvez a mais pobrezinha e, no entanto, em casa de quem toda a criançada entrava para comer o que tinha…

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