Enlutado o mundo canavieiro com a morte do “Rei do Açúcar”

No dia em que transpirou a notícia do passamento de Pedro Ometto, grande comoção abalou a agro-indústria canavieira de todo o país. Pois Pedro Ometto, desaparecido aos 73 anos de idade, havia inscrito, na história econômica do país – juntamente com Virgolino de Oliveira e Mário Dedini – páginas exemplares de tenacidade, de trabalho e de confiança nos destinos da nação.

A presença de altas personalidades brasileiras no enterro de Pedro Ometto veio dar exatamente a marca da comoção que o passamento do “Rei do Açúcar” – título que, em 1963, recebeu através de iniciativa do Economista Humberto Dantas – deixou em todo o país. Diretor presidente da Usina Costa Pinto S/A Açúcar e Álcool, Pedro Ometto foi um homem que, do nada, soube construir uma impressionante colméia de trabalho e de produtividade. E a sua obra gigantesca deu-lhe, ao longo da vida, honrarias que soube receber com modéstia e simplicidade. Nascido no Bairro de Água Branca, de Piracicaba recebeu o título de “Piracicabano Praeclarus”. Em Barra Bonita, a municipalidade honrou-lhe a obra dando o seu nome à importante avenida na cidade, o mesmo acontecendo com rua em Piracicaba. A Itália honrou-o com a Comenda “Estrêla da Solidariedade”, em grau de Oficial, e também com as medalhas “Mérito Agrícola” e “Mérito e Lavoro”.

Mas não foi apenas na agro-indústria açucareira que Pedro Ometto deixou marcada a força de sua personalidade. Também na política e no setor assistencial, a sua passagem foi uma demonstração de um homem cujo caráter foi plasmado no sentido de realizações permanentes e imorredouras. De 1934 a 1936, foi Conselheiro Municipal. Logo depois, era eleito vereador à Câmara Municipal, para, mais tarde, transformar-se num dos mais ativos diretores da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Piracicaba. Dentre as suas obras assistenciais, destaca-se a construção do Pavilhão Catarina Ometto, para doentes mentais, que construiu em anexo à Santa Casa de Misericórdia.

Com o seu desaparecimento, o mundo canavieiro fica enlutado e a nação, em sinal de consideração, fez-se representar por ilustres figuras que levaram o último adeus ao “Rei do Açúcar”, ao homem que, com seu trabalho e visão, tanto fez em prol da economia nacional.

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