Fazenda São Pedro

… um trolei, o recibo de 86 escravos e o mobiliário da sede com um piano…

 A maior parte dos pequenos lavradores preferia fazer aguardente em vez de açúcar. Isso rendia muito menos, mas requeria o mínimo de instalações, acarretando pouca despesa. “O resultado é um consumo escandaloso de aguardente”, como destacou Sawyer em seu estudo de 1908. Entre as deficiências das engonhocas, o tipo precário das moendas causa a perda quase total do caldo.

Ao lado da casa-sede da Fazenda, restos da construção de um significativo engenho de aguardente completam o programa desta propriedade, percebendo-se a passagem para o produto cana e sua própria industrialização.

A Fazenda São Pedro, com 80 alqueires, é propriedade, segundo dados de 1980, de Flávio Spotto; está localizada no eixo Piracicaba-Conchas. Seu programa é resultante do plano das propriedades rurais do final do século XIX, incluindo casa-sede, zona de colonos, zona de plantação, construções secundárias: paiol, tulha, cocheira, estrebaria e restos do antigo terreiro de café.

A propriedade possui antiga escritura de doação, de Maria Rosa a José Sabino. Sua primitiva proprietária foi Maria Almeida, segundo depoimento de Aurélio Spotto.

Na lista de lavradores de café, de 1883, constava o nome de Maria Almeida, com produção de 3.000 arrobas. Nos Autos Cíveis do inventário de Francisco de Oliveira Leme, a parte que coube a Maria Almeida consta de “um sítio deste município, no bairro de Serra Negra com todas as benfeitorias, com 300 alqueires, casa de morada, senzalas, engenho, 3.500 arrobas de café por beneficiar, 100 alqueires de arroz, 100 alqueires de feijão e 60 carradas de milho”. Também constam “1 trolei, o recibo de 86 escravos e o mobiliário da sede com 1 piano”.

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