O teatro na história piracicabana (VIII) – FINAL

No expediente da sessão de 24 de outubro de 1935, uma proposta para a pintura do salão foi feita pelo Centro do Professorado. A Câmara negou-a.

Suprimindo o funcionamento das Câmaras pelo poder ditatorial, desapareceu o assunto – teatro – do arquivo camarário, retomando somente 1948, com a reabertura política.

Em dezembro de 48, criou a Câmara uma taxa de aluguel do teatro, conforme a ata de 20 do mês.

Em junho de 51 surge um projeto de importância: propondo a doação, por concorrência pública, do prédio e terreno do teatro, em troca da construção de edifício com mais de cinco andares.

Em setembro de 1952, um vereador levantou a ideia da demolição do prédio, construindo-se outro teatro na parte ampliada da praça. Aprovada a sugestão que também ficou só no papel.

Em maio de 1953, desponta a ideia de um teatro municipal, conjugado, porém, com prédio par ao paço da Prefeitura. No mês seguinte, requerimento de um vereador solicita formalmente a demolição.

A ideia vingou, sendo o prédio demolido, conforme se lê na ata de 10 de agosto de 1953, após o mesmo ter sido vistoriado por comissão adrede nomeada.

A necessidade de se construir prédio para espetáculos públicos se tornou uma obsessão. Deu-se início, então a uma batalha para a sua localização.

Em 7 de setembro de 1953, um vereador apresentou a vantagem de se comprar o Teatro São José, propriedade particular. A lembrança não vingou em razão de forte oposição, ressurgindo, contudo, em 1957 e 1959.

Como o Municipal não se decidisse, a Câmara recorreu à Assembléia Estadual. Projeto do executivo desapropriando o Teatro São José, foi rejeitado pelos vereadores.

A ata de 17 de fevereiro de 1964 informa que o Município firmara um acordo com a Comissão Estadual de Teatro para a construção de um teatro na cidade.

Em dezembro de 1965 tratou-se da aquisição do terreno apropriado, pertencente ao Lar das Meninas. O projeto foi aprovado em outubro do mesmo ano. O crédito para pagamento do terreno só foi aprovado em 67.

A construção do prédio é obra de várias administrações seguidas, caminhando lentamente em razão das exíguas verbas municipais. Créditos para a sua cobertura foram aprovados em 1970.

Um convênio para a conclusão das obras foi aprovado em 1975, coma Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo.

Finalmente a ata de 4 de dezembro de 1978, assinala que a Câmara autorizou o Município a receber do Estado, em doação, um piano para o teatro municipal.

FIM

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