Recolhimento do mil-réis e encolhimento do Cruzeiro

Estes foram fatos históricos não especificamente nossos (isto é, piracicabanos), mas, nem por isso, deixamos de sofrer suas conseqüências. Assim sendo, A PROVÍNCIA (versão impressa de 1988), no Alfarrábios, também os divulgou …

Quem se lembra do mil-réis, dinheiro que circulou no Brasil Colônia, na Monarquia e na República? Pois ele foi substituído pelo Cruzeiro em 05 de outubro de 1942. O recolhimento das notas, no entanto, demorou uma data de anos. Como de costume, nas coisas brasileiras, os prazos para recolhimento eram sempre prorrogados.

Onze anos depois, em janeiro de 1953, foi dado prazo definitivo até janeiro/55 para o total recolhimento das notas de mil réis, que circulavam carimbadas como cruzeiro. Naquele mês as notas de mil-réis não teriam mais nenhum valor.

O cruzeiro também sustentou seu valor inicial por pouco tempo, passando a cruzeiro-novo e depois outra vez encolhendo para cruzeiro somente…

Aí inventaram o Plano Cruzado, ingenuamente aceito pela Nação toda, e a Nova República – e deu no que de, apesar de terem inventado também o Plano Cruzado II…

Naquele ano de 1988, A PROVÍNCIA completou a reportagem: “Na verdade, a moeda oficial agora é o Cruzado (criado pelo decreto-lei nº 2283, de 28 de fevereiro de 1986), a que circula é o cruzeiro (carimbado ou não); a que vale mesmo, no entanto, é o dólar, sem falar na OTN, que se tornou moeda bastante circulável… E tem mais: já estão falando em encolher o cruzado (seria, talvez, Cz$ menos 000 ou ainda Cz$ menos 00, o que daria uma confusão dos diabos… ). Do jeito que as coisas estão, com a Constituinte pretendendo influir até na economia universal, não é de se estranhar que a proposta seja para encolher o dólar e não o cruzado…”.

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