A USP e suas Estações Experimentais

As estações experimentais têm por objetivos principais oferecer condições ambientais apropriadas para: a) realizar experimentos e testes de desempenho agronômico de genótipos de plantas, animais e suas interações com microrganismos; b) conduzir trabalhos para treinamento de alunos estagiários e dissertações e teses de pós-graduandos; c) manter coleções de germoplasma para uso em programas de melhoramento e intercâmbio com outras instituições; d) oferecer dias de campo (vitrine tecnológica) para demonstrações de novos materiais, métodos e técnicas para visitas de alunos, professores, agricultores e criadores. A USP/ESALQ possui quatro estações experimentais, totalizando área de 3320 ha, em Itatinga, Anhembi e Piracicaba.

Na Estação Experimental de Itatinga são desenvolvidos projetos de pesquisa em Silvicultura e Manejo Florestal, Melhoramento Genético de Espécies Florestais Tropicais e Subtropicais, Ambiência e Tecnologia de Produtos Florestais. São realizadas também atividades de Educação Ambiental, Apicultura, produção de madeira remanescente dos experimentos, sementes e mudas florestais. Dispõe de alojamentos para abrigar alunos de cursos técnicos e de 3º. grau. Tem sido útil para o desenvolvimento de dissertações e teses.

Na Estação, localizada em Anhembi, tem sido utilizada principalmente para o desenvolvimento de pesquisas com Melhoramento Genético de Espécies Florestais Tropicais e Subtropicais e conta com um banco de germoplasma florestal de valor inestimável. Nesta estação também tem sido desenvolvidos programas de experimentação florestal, produção de sementes florestais, conservação de flora e fauna e, também, estudos sobre pragas florestais, captura de CO2 e óleos essenciais.

Em uma terceira Estação, localizada entre Piracicaba e Anhembi, aproveita-se o sistema de elevação e abaixamento freqüentes do nível de água do rio Tietê (hidrovia do Mercosul), o uso da área pantanosa tem sido maximizado com a criação de rebanho bovino com cerca de 600 animais. A topografia plana e o solo arenoso tem viabilizado a condução de experimentos precisos e muitos informativos com novos genótipos de soja, milho e maracujá, além da manutenção de um banco de germoplasma de mandioca com acessos coletados em todo o Brasil. O solo apresenta alta acidez, níveis tóxicos de alumínio e traços de fósforo, permitindo o teste de genótipos visando-se o uso futuro em condições estressantes semelhantes às encontradas nos cerrados brasileiros. O microclima da região tem se mostrado favorável ao desenvolvimento de doenças do milho, possibilitando o teste e a seleção de genótipos com resistência genética a doenças. As pesquisas realizadas fazem parte de projetos que têm dado origem a inúmeras dissertações, teses e publicações nacionais e internacionais.

Na Fazenda Areão, a proximidade com a sede da ESALQ tem facilitado o treinamento de alunos de graduação, a realização de aulas práticas e o desenvolvimento de dissertações e teses pelos pós-graduandos. Nesta estação, tem sido conduzidos projetos de pesquisa nas áreas de agroecologia (Agricultura Orgânica e Sistemas Agroflorestais), irrigação, plantio direto, recuperação de áreas degradadas, espécies florestais, fungos micorrízicos, soja, milho, algodão, cana-de açúcar, café, citros, ervas aromáticas, pastagens com bovinos de corte, animais silvestres (capivaras).

Também são mantidas pequenas coleções de germoplasma de cana-de-açúcar, pinhão manso e palmeiras.

As Estações Experimentais da USP tem sido de fundamental importância no desenvolvimento de pesquisas agronômicas e com grande contribuição para o desenvolvimento da agricultura brasileira.

 

Prof. Franco Maria Lajolo

Vice-reitor da USP

 

Prof. Natal Antonio Vello

Vice-diretor da ESALQ

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