ESALQ: um século de ciências agrícolas em Piracicaba – (XII)

6. Biologia Celular e Molecular (M. F. Fiore, S. M. Tsai & V. A. Vitorello)

• Projeto genoma de Zylella fastidiosa

• Obtenção de Rhizobium tolerante à acidez do solo e de maior eficiência para a fixação N2.

7. Solos e Nutrição de Plantas (T. Muraoka, A. E. Boaretto, B. J. Feigl, C. C. Cerri, M. C. Piccolo, K. Reichardt, O. O. Bacchi, P. L. Libardi, A. M. L. Neptune & E. Malavolta)

• Aumento na eficiência dos adubos fosfatados mediante modificação de técnicas de aplicação

• Uso de adubos verdes para melhorar o solo e economizar fertilizantes minerais

• Manejo e conservação da água do solo estudada por moderação de neutrons

• Acompanhamento do destino do fall-out das explosões nucleares com auxílio de radiocésio

• Tomografia aplicada à avaliação da compactação do solo

• Acompanhamento das mudanças nos ciclos biogeoquimícos dos ecossistemas provocados pelo uso agrícola

8. Isótopos estáveis (J. Moratti, J. A. Bendassoli & P. C. O Trivelin), Ecologia isotópica (E. S. B. Ferraz, L. A. Martinelli, M. Z. Moreira, P. B. Camargo, R. L. Victoria & E. Salati)

• Alterações nos ciclos hidrológicos em bacias hidrográficas

• Contribuição de queimadas para o efeito estufa

• Origem da água das chuvas na Bacia Amazônica

• Obtenção de compostos marcados com isótopos estáveis

• Destino do nitrogênio dos fertilizantes

9. Química analítica (A. O. Jacintho, B. F. Reis, E. A. G. Zagatto, F. J. Krug, M. F. G. G. Rosias & H. Bergamin Filho)

• Automação analítica por injeção em fluxo (FIA)

• Automação analítica do sistema FIA/espectometria de emissão atômica com plasma ( ICP-AES – Inductive Atomic Emission Spectometry)

10. Radioisótopos (E. N. Fernandes & H. de Oliveira)

• Metais pesados e isótopos radioativos em fertilizantes

• Qualidade dos cafés brasileiros orgânicos e convencionais

11. Carbono-14 (L. C. R. Pessenda)

• Determinação da idade de materiais de interesse arqueológico, agronômico e geológico com até 45 mil anos de idade

12. Instrumentação nuclear (V. F. do Nascimento Filho)

• Análises não destrutivas por fluorescência de raios X com dispersão de energia

• Movimento de vinhaça e de pesticidas no solo

13. Ecotoxicologia (J. R. Ferreira, R. T. R. Monteiro & V. L. Tormiselo)

• Dinâmica de resíduos e defensivos no solo e na água

14. Geoprocessamento (R. L. Victoria)

• Zoneamento e manejo de ecossistemas com o uso de técnicas de modelagem e simulação

A PÓS-GRADUAÇÃO

A Pós-Graduação (PG) em Ciências Agrícolas no Brasil começou em 1961, na Universidade Federal de Viçosa, MG, com um programa de mestrado.

Em 1964, na Diretoria da ESALQ, concebi, implantei, obtive financiamento para o mestrado em Piracicaba. Eram quatro ou cinco cursos, com meia centena de estudantes. Para ministrar algumas disciplinas foi decisiva a colaboração dos órgãos de pesquisa da Secretaria da Agricultura de São Paulo: Agronômico, Biológico, Zootecnia, Economia Rural.

Em 1970, ainda como Diretor, implantei o nível de Doutorado na Pós-Graduação.

Passados 36 anos: mais de uma dúzia de cursos, mais de 3 mil dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas por estudantes do Brasil e exterior.

Um detalhe: Piracicaba foi a pioneira na Pós-Graduação formal em toda a USP.

(continua)

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